
O papa Leão XIV proclamou um Ano Especial de São Francisco para marcar o 800º aniversário da morte de são Francisco de Assis. Nesse tempo de graça, que se estenderá até janeiro do ano que vem, os fiéis têm a possibilidade de obter uma indulgência plenária.
Esse Ano Jubilar Franciscano, concebido como um dom para toda a Igreja e uma ocasião para uma autêntica renovação espiritual, foi inaugurado no último sábado (10) com um decreto emitido pela Penitenciaria Apostólica.
Até 10 de janeiro do ano que vem, os fiéis poderão obter essa graça nas condições habituais — confissão sacramental, comunhão eucarística e oração pelas intenções do papa — fazendo uma peregrinação a qualquer igreja de convento franciscano ou local de culto dedicado a são Francisco em qualquer lugar do mundo.
Os idosos, os doentes e aqueles que, por motivos graves, não podem sair de casa, podem obter a indulgência plenária unindo-se espiritualmente às celebrações jubilares e oferecendo a Deus suas orações, dores ou sofrimentos.
Num mundo onde “o virtual prevalece sobre o real, as disputas e a violência social fazem parte do cotidiano e a paz se torna cada vez mais insegura e distante”, neste Ano de São Francisco, a Santa Sé convida os fiéis a imitar o pobre de Assis e a “moldarem-se, tanto quanto possível, segundo o modelo de Cristo”.
Para a Ordem dos Frades Menores, esse período é uma oportunidade para os fiéis se tornarem “modelos de santidade de vida e testemunhas constantes da paz”.
Por ocasião do aniversário, o papa Leão XVI dirigiu uma carta aos ministros gerais da Conferência da Família Franciscana, na qual disse que “nesta época, marcada por tantas guerras aparentemente intermináveis, por divisões internas e sociais que geram desconfiança e medo, ele continua falando”.
“Não porque ofereça soluções técnicas, mas porque a sua vida aponta para a autêntica fonte da paz”, disse o papa.
Assim, Leão XIV disse que são Francisco mostra que “a paz com Deus, a paz entre as pessoas e a paz com a Criação são dimensões inseparáveis de um único apelo à reconciliação universal”.
Fonte: ACI Digital / Por Almudena Martínez-Bordiú



