A noite desta quinta-feira (26) marcou um passo decisivo para a caminhada das Pastorais Sociais no Regional Norte 2. Em uma reunião remota que transbordou comprometimento, o Grupo de Trabalho (GT) e os coordenadores das pastorais deram voz a um sentimento comum, a esperança que se concretiza na presença. A resposta positiva ao convite para a organização do próximo “Seminário das Pastorais Sociais” não foi apenas protocolar; foi um sinal de vitalidade e de um desejo profundo de articulação.
“Para compreender onde estamos, é preciso olhar para trás. A ideia de resgatar a organização do Conselho de Pastorais Sociais ganhou força no último ano, impulsionada pela chegada e pela sensibilidade de Dom José Ionilton de Oliveira, bispo referencial para a pastoral no Regional. Sob sua orientação, a sugestão de realizar um grande seminário amadureceu nas bases, recebeu o aval dos bispos do Pará e Amapá e, desde então, vem sendo alimentada por mãos dedicadas”, falou Francisco Alan Santos, articulador da Comissão da Pastoral da Terra (CPT) em Belém, e membro do grupo de trabalho do Seminário.
O encontro de ontem serviu para alinhar a metodologia e, acima de tudo, para reafirmar o propósito desse esforço. Trata-se de uma oportunidade única de fortalecer a dimensão sociotransformadora da Igreja, uma pasta que ganhou novo fôlego sob o pontificado do Papa Francisco, que nos convocou constantemente a uma Igreja em saída, atenta às periferias e às dores do povo.
Como destacou a coordenação durante a reunião, o objetivo do seminário vai além de um evento acadêmico. É um exercício de reconhecimento. Muitas vezes, as pastorais atuam bravamente na ponta, mas em isolamento, sem conhecer o rosto de quem luta a mesma batalha nas dioceses do Regional. “Queremos sensibilizar não apenas os agentes sociais, mas toda a comunidade eclesial, despertando-as para a urgência da justiça social como parte fundamental da nossa fé”, disse Eduardo Soares, membro do GT e coordenador da Pastoral da Criança no Regional Norte 2.
O seminário programado para acontece de 19 a 21 de junho, promete ser mais que um debate, será um “esquenta” para uma ação pastoral mais conectada, onde a fala de Deus se manifeste na prática, transformando realidades no chão da nossa terra.
A Pastoral Social no Regional Norte 2 (Pará e Amapá)
Baseado no contexto eclesial do Regional Norte 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil CNBB, que abrange os estados do Pará e Amapá, e na caminhada das pastorais sociais na Amazônia, o panorama hoje apresentado é sobre a ‘Identidade e Missão’; onde a Pastoral Social não é uma entidade única, mas um conjunto de organismos e pastorais que formam a “Dimensão Sociotransformadora”. Ela é o braço da Igreja que atua diretamente nos conflitos de terra, na defesa dos direitos humanos e na preservação da Casa Comum (Amazônia).
A liderança de Dom José Ionilton de Oliveira, Bispo da Prelazia de Marajó e referencial para as Pastorais Sociais no Norte 2, tem sido central. Sua liderança busca unificar o trabalho da CPT (Comissão Pastoral da Terra), do CIMI (Conselho Indigenista Missionário), da Pastoral da Criança, da Pastoral Carcerária e tantas outras que, muitas vezes, trabalham de forma fragmentada.
Hoje encontramos no Regional Norte 2 alguns eixos muito importantes, como o ‘Grito dos Excluídos’ que é uma marca forte no Norte 2, especialmente em dioceses como a de Marabá, onde a conexão entre fé e política se traduz na luta por dignidade. A ‘Ecologia Integral’, que pós-Sínodo para a Amazônia, a Pastoral Social no Pará e Amapá tem focado na denúncia dos grandes projetos predatórios e na defesa das populações ribeirinhas e indígenas. A ‘Formação Política’, onde percebe-se um esforço contínuo para que os leigos compreendam a Doutrina Social da Igreja, tirando a característica de assistência para focar na mudança de estruturas e p ‘Desafio da Articulação’, que é o maior desafio atual, que justifica o seminário mencionado, é a imensidão geográfica.
O Regional Norte 2 é vasto, e o seminário busca criar uma rede de comunicação eficiente para que uma paróquia em Marabá saiba o que está sendo feito em Macapá ou Santarém, fortalecendo a voz da Igreja perante os órgãos públicos.
Fonte: Regional Norte 2 / PorVívianMarler



