Coleta Nacional da Solidariedade

Neste domingo, Igreja realiza a Coleta para a CF

Interior de igreja católica preparado para celebração da missa, com altar e bancos vazios / Foto: Canva
Interior de igreja católica preparado para celebração da missa, com altar e bancos vazios / Foto: Canva

A Igreja abre, nos próximos dias, a Semana Santa. E nas celebrações de Domingo de Ramos é realizada a Coleta Nacional da Solidariedade, o gesto concreto da Campanha da Fraternidade. Nascida com o objetivo de promover a fraternidade e sustentar a ação caritativa da Igreja no Brasil, a Campanha convida a transformar a prática da esmola quaresmal em ação concreta para a mudança da realidade social.

Essa proposta está presente no objetivo de todas as Campanhas da Fraternidade para despertar o senso concreto de fraternidade e caridade na comunidade cristã e em toda a comunidade civil.

Expressão da esmola quaresmal

A Coleta Nacional da Solidariedade, realizada em todas as capelas, paróquias, santuários, catedrais do país, convida à generosidade como expressão da esmola quaresmal. “Sejamos generosos! Convertamos nosso jejum numa esmola que pode fazer a diferença. O nosso jejum, se ele não se converter em bem do próximo, ele é só economia e dieta, mas para que ele seja mesmo jejum, ele precisa se converter em bem do próximo”, exorta o secretário executivo de Campanhas da CNBB, padre Jean Poul Hansen.

“Talvez o meu jejum quaresmal não renda mais que 40, 50 reais. Mas os meus 40, 50 reais, somados aos outros 20, 30, 40, 50 oferecidos em todo o Brasil na Coleta Nacional da Solidariedade podem fazer uma grande diferença para quem sofre. E isso tem sido feito desde a origem da Campanha da Fraternidade”, motiva.

Fundos de Solidariedade

Os recursos arrecadados na Coleta Nacional da Solidariedade são destinados a dois fundos de solidariedade, conforme definido pela 36ª Assembleia Geral da CNBB, em 1998. O Fundo Diocesano de Solidariedade (FDS) fica com a maior parte dos valores: 60%. Os outros 40% são destinados ao Fundo Nacional de Solidariedade (FNS), gerido pela CNBB. O objetivo desses dois fundos é promover a sustentação da ação social da Igreja Católica no Brasil. Em 2025, a Coleta Nacional da Solidariedade arrecadou cerca de R$20 milhões.

Os recursos do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) são destinados especialmente ao atendimento a projetos sociais em todas as regiões do país. Esses projetos são avaliados e escolhidos a partir do edital publicado nas primeiras semanas da Páscoa com a definição dos eixos, dos aspectos técnicos, administrativos e jurídicos que devem ser obedecidos para a seleção.

Além do apoio aos projetos sociais, os recursos do FNS são investidos na manutenção do Departamento Social da CNBB, responsável pela seleção dos projetos apresentados; na produção e distribuição de envelopes da CF; na realização do Seminário de Campanhas e na animação da CF nos Regionais; na realização das reuniões do Conselho Gestor do FNS, na promoção da CF e no pagamento de tarifas bancárias.

Fonte: Canção Nova / Com CNBB

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