“Acolhimento Pastoral a Pessoas Vivendo com HIV e Aids” foi o tema da atividade formativa promovida pela Pastoral da Aids, realizada neste sábado (09), na Cúria Arquidiocesana de Belém. A iniciativa reuniu agentes pastorais e lideranças de diversas pastorais e movimentos da Igreja, com o objetivo de fortalecer um acolhimento humanizado, ético e comprometido com a dignidade das pessoas vivendo com HIV e Aids, à luz do Evangelho e da missão da Igreja.
Durante a programação, foram abordadas questões relacionadas à prevenção e ao tratamento do HIV, além do cuidado com outras infecções, como as hepatites virais, a tuberculose e o HTLV. O encontro também refletiu sobre o estigma e o preconceito como fatores que dificultam o acolhimento, o acesso ao diagnóstico e a adesão ao tratamento por parte das pessoas que vivem com HIV.
Na segunda parte da atividade, Juscélio Pantoja, integrante da Cáritas Brasileira – Regional Norte 2, contribuiu com uma reflexão sobre a acolhida integral, compreendendo-a não apenas no aspecto afetivo, mas também educativo e participativo. Em sua fala, destacou a necessidade de incidência nas políticas públicas para a construção de espaços e estruturas mais humanizadas.
A atividade contou ainda com a participação de IzauraVallinoto e Antônio Vallinoto, integrantes da Pastoral Familiar e biomédicos do Laboratório de Virologia da UFPA, que ressaltaram a importância da atuação dos agentes pastorais junto às pessoas vivendo com HIV/Aids. “Os agentes pastorais são de fundamental importância para viabilizar ações efetivas que busquem acolher o irmão que vive com HIV de forma a integrá-lo na sociedade e, quiçá, na Igreja, sem que se sinta excluído e discriminado”, afirmaram. Segundo eles, o acolhimento é parte essencial no estímulo ao acesso ao diagnóstico e à adesão ao tratamento.
O casal também destacou o papel das famílias no enfrentamento ao estigma e na construção de redes de apoio e solidariedade. “A família, como berço integrador do indivíduo à sociedade, tem um papel fundamental no acolhimento da pessoa vivendo com HIV. Os familiares precisam compreender que o tratamento não depende apenas dos profissionais da saúde, mas também da participação e do cuidado familiar”, pontuaram.
Para Francisco Araújo, OFS, coordenador da Pastoral da Aids na Arquidiocese de Belém, o acolhimento é um elemento central da missão pastoral junto às pessoas vivendo com HIV e Aids. “O acolhimento é uma dimensão evangélica fundamental para a Pastoral da Aids, e isto nos impulsiona a ir ao encontro, à escutatória, ao abraço, ao sigilo que se revela na confiança e ao tempo dedicado com afeto”, destacou.
Francisco também ressaltou a importância da atuação conjunta com as demais pastorais, movimentos e serviços da Igreja. “A contribuição da Pastoral da Aids junto às demais expressões é unir forças para testemunharmos a defesa da vida com gestos concretos. Uma vez que a transversalidade do HIV/aids toca a todos os serviços, a Pastoral pode partilhar suas experiências e metodologias para que juntos construamos um futuro sem aids”, afirmou.
No encerramento, os participantes fizeram memória das pessoas falecidas em decorrência da aids, por meio da Oração Pela Vida, em um momento marcado pela espiritualidade e pelo compromisso com o cuidado e a defesa da vida.
Estiveram presentes lideranças da Pastoral da Criança, Pastoral da Pessoa Idosa, Cáritas Brasileira, Pastoral da Saúde, Pastoral da Catequese, Pastoral Familiar, Pastoral do Povo de Rua, Pastoral da Guarda e Pastoral da Saúde Hospitalar.
Fonte: Regional Norte 2 / Por Eduardo Soares / Coordenador Pastoral AIDS CNBB Regional Norte 2












