
No início da noite de 13 de maio, memória litúrgica da Bem-Aventurada Virgem Maria de Fátima, aconteceu, às 18h, no Altar Central do Santuário Nacional, a Missa de abertura do XIX Congresso Mariológico da Academia Marial de Aparecida. Com o tema “Espiritualidade Popular Mariana na Evangelização”, mais uma edição do evento é realizada na Casa da Mãe.
A celebração foi presidida por Dom Mário Antonio, arcebispo de Aparecida (SP), e concelebrada por Dom Leomar Brustolin, arcebispo de Santa Maria (RS) e presidente da Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Também estiveram presentes na celebração participantes e palestrantes do Congresso, além de missionários redentoristas como o Irmão Alan Patrick Zuccherato, C.Ss.R., responsável pela animação litúrgica; Pe. Mauro Vilela, C.Ss.R., diretor da Academia Marial e Pe. Eduardo Catalfo, C.Ss.R., reitor do Santuário Nacional.
“Espiritualidade popular, caminho de evangelização”
Em sua homilia, Dom Mário Antonio destacou a profundidade do tema do XIX Congresso Mariológico da Academia Marial, classificando-o como belo e atual para a vida da Igreja. Segundo ele, “a espiritualidade popular mariana não é apenas expressão de um sentimento religioso, mas um caminho concreto de evangelização”.
A partir da temática do evento, o arcebispo ressaltou ainda que a piedade popular evangeliza quando o povo reza, peregrina, canta, acende velas e deposita suas promessas aos pés de Nossa Senhora. Nessas práticas, Dom Mário afirmou existir “fé viva, memória do Evangelho e presença do Espírito Santo”.
“Jesus respeita o tempo do coração”
Ao refletir sobre o Evangelho de João 16,12-15, o arcebispo afirmou que a passagem conduz à intimidade de Jesus na Última Ceia. Mesmo sem compreender plenamente os ensinamentos do Mestre, os discípulos permaneceram ao Seu lado, ainda incapazes de “carregar o peso da cruz e o mistério da ressurreição”, destacou Dom Mário.
Nesse sentido, a assembleia foi convidada a refletir sobre a docilidade de Jesus, que fala com amor e “respeita o tempo do coração”, sabendo que a fé amadurece aos poucos.
A partir da postura amorosa de Cristo para com os discípulos, o arcebispo afirmou que ali se encontra uma grande luz para a vida pastoral, para a missão da Igreja e, de modo especial, para o XIX Congresso Mariológico:
“Deus continua falando ao seu povo. O Evangelho não é palavra do passado. O Espírito Santo faz a palavra de Jesus ressoar no hoje da Igreja. O Espírito Santo recorda, ilumina, fortalece e atualiza a presença de Cristo em nossa história”, concluiu.
“Maria é a mulher dócil ao Espírito Santo”
Por fim, Dom Mário apresentou Nossa Senhora como grande exemplo de docilidade ao Espírito Santo. Além disso, reforçou que toda devoção mariana é cristocêntrica e missionária, isto é, a Mãe conduz sempre ao Filho e à missão.
“Maria recorda que o mundo só encontrará esperança quando voltar o coração para Deus. (…) O povo de Deus talvez não utilize conceitos acadêmicos ou formas teológicas sofisticadas, mas sabe reconhecer o olhar materno de Maria. A espiritualidade popular é o lugar onde o Evangelho ganha rosto.”
Fonte: Portal A12 / PorGiovana Marques


