Santo Antônio devoto de Nossa Senhora

VasHonorabile
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A vida de Santo Antônio, um dos santos mais queridos e populares da Igreja Católica, cuja memória litúrgica é celebrada no dia 13 de junho.

As igrejas e as praças de Pádua, na Itália, ficavam pequenas quando aquele jovem frade franciscano de saúde frágil começava a falar. Seu nome era Antônio. Sua voz tinha um timbre que acalmava as multidões, e suas palavras eram tão profundas que os teólogos diziam que ele carregava a Bíblia inteira na memória. Mas o que poucos sabem é que a fonte oculta de onde brotava toda a doçura e autoridade de suas pregações era uma devoção apaixonada à Virgem Maria.

Antônio não conseguia falar de Jesus sem falar da Mãe. Para ele, Maria não era uma figura distante no céu, mas a companheira constante de suas caminhadas e o refúgio em suas noites de oração e cansaço.

Havia um tema que fazia o coração de Antônio arder de forma especial: a gloriosa Assunção de Maria ao Céu. Séculos antes de a Igreja declarar isso oficialmente como um dogma, Antônio já subia aos púlpitos para defender, com lágrimas nos olhos, que o corpo que havia carregado o Autor da Vida não poderia sofrer a corrupção do sepulcro. Ele descrevia a cena da entrada de Maria no paraíso com tamanha riqueza de detalhes que o povo quase podia ouvir o canto dos anjos. Dizia que Jesus havia preparado para Sua Mãe o trono mais alto e mais belo, coroando-a como Rainha de todo o universo.

A história conta que, no final de sua vida, consumido pela doença e sentindo que suas forças estavam se esgotando, Antônio retirou-se para um pequeno quarto na localidade de Camposampiero. Ali, ele pediu para construir uma pequena cabana no alto de uma árvore de nogueira, para ficar mais perto do silêncio e do céu. Foi naquele isolamento, olhando para o horizonte, que ele entregou sua alma a Deus, pronunciando suas últimas e famosas palavras: “Eu vejo o meu Senhor”. Ele partia para os braços do Filho, guiado pelas mãos da Mãe que ele tanto exaltou na terra.

Oração de Santo Antônio à Virgem Maria

“Ó Maria, Virgem Santíssima, minha Mãe e minha Rainha, a Vós confio a minha vida, os meus pensamentos e as minhas necessidades. Vós que fostes elevada aos céus em corpo e alma e coroada de glória, olhai com bondade para a minha pequenez e para as fraquezas da minha alma. Concedei-me, por vossa intercessão junto ao Vosso divino Filho, a graça de uma fé firme, de uma esperança inabalável e de um amor ardente. Ensinai-me a pregar o Evangelho com a minha própria vida e a encontrar no Vosso colo materno o socorro nas horas de tentação e de dor. Nossa Senhora, Rainha dos Anjos e dos Santos, rogai por nós”. Amém.

Fonte: Milícia da Imaculada / Por Karina Fonseca

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