Libertar-se para alcançar a meta

Por Pe. Helio Fronczak

A imagem do homem vestindo roupa impecável e gravata bem alinhada dá, à primeira vista, impressão de ser pessoa bem sucedida. Chama a atenção vê-lo tentando dar um passo à frente, mas sem conseguir. Qual o motivo? Uma pesada bola de aço está acorrentada ao seu tornozelo. Por mais esforço que faça para manter as aparências e a postura, a pesada bola de aço o mantém estagnado no mesmo lugar.

Essa imagem ilustra com precisão a nossa própria caminhada existencial e espiritual. Muitas vezes, nos preocupamos excessivamente em manter uma fachada social perfeita, com obrigações em dia e uma imagem respeitável. No entanto, interiormente, arrastamos correntes invisíveis que sabotam nossos passos em direção à verdadeira meta: a santidade, a paz interior e o encontro definitivo com Deus. 

A Carta aos Hebreus nos oferece uma exortação importante para essa realidade: “Desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos cerca, corramos com perseverança a carreira que nos está proposta” (Hb 12, 1).

Quais têm sido os fardos que insistimos em arrastar? Podem ser ressentimentos antigos que nos recusamos a perdoar, culpas do passado que já foram absolvidas pela misericórdia divina mas que ainda nos cobramos, ou o apego desordenado a hábitos que adoecem a alma. 

Para caminhar com a leveza e a normalidade que o Evangelho nos propõe, é preciso coragem para identificar essas amarras e, pela graça e conversão, abandoná-las de nossa vida. Que possamos nos desapegar do que nos puxa para baixo, permitindo que nossos passos sejam livres, firmes e leves rumo à casa do Pai celeste, a meta que esperamos alcançar.

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