Grito dos Excluídos 2026

Dialoga com o tema da CF

Esse é o lema da trigésima segunda edição do “Grito dos Excluídos e Excluídas”, de 2026, que tem por tema permanente: “Vida em Primeiro Lugar!”.

O lema do Grito, manifestação que acontece em todo o Brasil, sobretudo no dia 7 de setembro, dialoga com o tema da Campanha da Fraternidade da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, com a conjuntura política, social e econômica nacional e internacional e com a luta dos movimentos populares.

Neste ano, concentra-se nos rostos e situações em que a vida se encontra mais ameaçada e vulnerável: na defesa da terra, da paz, da moradia e da soberania. E traz, de forma contundente, um eco feminino diante da realidade brutal e revoltante que se expressa no aumento do feminicídio:  mais de 1.500 mulheres foram assassinadas somente em 2025, no país. A escolha do lema anual é resultado de debates feitos nos locais, durante todo o ano, através da rede de articuladores e articuladoras do Grito espalhados em todas as regiões do Brasil. 

Em 2026, já foram realizados, de forma online, três encontros de articuladores e articuladoras, em nível nacional, para troca de experiências e socialização de como está o processo de articulação nos vários estados. Os próximos encontros acontecem nos dias 1º/8 e 31/10, este para avaliação e continuidade para a próxima edição.

Origem e construção

A proposta do Grito dos Excluídos e Excluídas surgiu em 1994, a partir do processo da 2ª Semana Social Brasileira, da CNBB, cujo tema era Brasil, alternativas e protagonistas, inspirada na Campanha da Fraternidade de 1995, e lema: A fraternidade e os excluídos. O primeiro Grito foi realizado em 7 de setembro de 1995, tendo como lema “A vida em primeiro lugar”.

Entre as motivações que levaram à escolha do dia 7 de setembro está a de fazer um contraponto ao Grito da Independência oficial. Nada melhor do que esta data para refletir sobre a soberania nacional, que é um dos eixos das mobilizações do Grito dos Excluídos e Excluídas e nesta perspectiva, se propõe a superar um patriotismo passivo em vista de uma cidadania ativa e de participação, colaborando na construção de uma nova sociedade, justa, solidária, plural e fraterna. O Dia da Pátria, para além de um dia de festa e celebração, vai se tornando também em um dia de consciência política de luta por uma nova ordem nacional e mundial. É um dia de sair às ruas, comemorar, refletir, reivindicar e lutar.

A partir de 1996, o Grito foi assumido pela CNBB que o aprovou em sua Assembleia Geral, como parte do PRNM (Projeto Rumo ao Novo Milênio – doc. 56 nº 129). A cada ano, se efetiva como uma imensa construção coletiva, antes, durante e após o 7 de setembro.

Mais do que um evento, o Grito é um processo, é uma manifestação popular carregada de simbolismo, que integra pessoas, grupos, entidades, sindicatos, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos. Ele brota do chão, é ecumênico e vivido na prática das lutas populares por direitos.

O Grito é um processo de construção coletiva. Hoje compõem a Coordenação Nacional: Cáritas Brasileira (CB); Comunidades Eclesiais de Base (CEBs); Central dos Movimentos Populares (CMP); Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB); Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE); Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras (CPP); Comissão Pastoral da Terra (CPT); Juventude Operária Católica (JOC); Jubileu Sul Brasil (JSB); Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB); Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Sem Terra (MST); Pastoral Afro-Brasileira (PAB); Pastoral Carcerária (PCr); Pastoral da Juventude (PJ); Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP); Pastoral da Mulher Marginalizada (PMM); Pastoral Operária Nacional (PO); Pastoral do Povo de Rua (PPR); Rede Rua (RR); Romaria dos Trabalhadores e das Trabalhadoras (RT); Serviço Pastoral dos Migrantes (SPM). 

Fonte: Regional Norte 2 / Por ASCOM / CNBB

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