A pergunta sobre se Nossa Senhora morreu desperta curiosidade entre fiéis do mundo todo. Em várias tradições orientais, a data é celebrada como a “Dormição de Maria”, ou seja, o momento em que a Mãe de Jesus concluiu sua missão na terra e foi acolhida por Deus. Já na Igreja Católica, a resposta está ligada à Solenidade da Assunção de Maria, festa celebrada todo dia 15 de agosto.
Segundo a Constituição Apostólica Munificentissimus Deus (1950), o Papa Pio XII declarou como dogma que a Imaculada Virgem Maria, preservada de toda mancha do pecado original, ao término de sua vida terrena, foi elevada em corpo e alma à glória celeste. Ela foi coroada como Rainha do Universo, totalmente unida a Cristo, Senhor dos Senhores e vencedor do pecado e da morte.
Essa definição oficial não descreve Maria passando pela morte da forma como a entendemos, mas ensina que ela foi assumida por Deus de maneira única. Por isso, muitos teólogos explicam que não se pode afirmar com certeza se Maria morreu ou não.
“Maria Santíssima nos mostra o destino final dos que ‘escutam a Palavra de Deus e a cumprem’” (Lc. 11,28).
O Pe. Pablo Vinícius, C.Ss.R. te ajuda a entender melhor essa dúvida:
O mais importante, no entanto, é o sentido dessa festa: a certeza de que alguém como nós já vive no céu e nos espera na eternidade.
A Assunção de Nossa Senhora nos convida a olhar para o alto e a lembrar a promessa de Jesus: “Na casa de meu Pai há muitas moradas”(Jo 14,2). É um sinal de esperança para todo cristão, mostrando que o destino final não é a morte, mas a vida plena com Deus.
Ao celebrar essa verdade, a Igreja convida a rezar com devoção:
“Salve, Rainha dos céus, Senhora dos Anjos, raiz e porta de luz. Intercedei por nós, ó Maria.”
Papa Leão XIV nos convida a viver como Maria
Na Solenidade da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria de 2025, Papa Leão XVI nos convidou a vermos a Assunção de Maria como um ato de esperança, uma demonstração da infinita bondade de Deus, que cumpre sua promessa de vida eterna ao dar um sinal de que a Ressurreição de Cristo não foi a única.
“Maria é aquele entrelaçamento de graça e liberdade que impele cada um de nós à confiança, à coragem, ao envolvimento na vida de um povo. […] Não tenhamos medo de escolher a vida! Pode parecer perigoso, imprudente. Quantas vozes estão sempre lá a sussurrar-nos: ‘Quem te obriga a fazer isso? Pensa nos teus interesses’. São vozes de morte. Em contrapartida, nós somos discípulos de Cristo. É o seu amor que nos impele, corpo e alma, no nosso tempo. Como indivíduos e como Igreja, já não vivemos para nós mesmos. É precisamente isto – e só isto – que difunde a vida e a faz prevalecer. A nossa vitória sobre a morte começa precisamente agora.”
Que Maria Assunta nos inspire a caminhar com fé, certos de que Deus prepara para Seus filhos uma glória muito maior do que podemos imaginar.
Fonte: Portal A12 / Escrito por Beatriz Nery – Editado por Maria LuiseBrey / Com Vatican News




