Por Pe. Helio Fronczak
A imagem da forminha de gelo completamente cheia e os demais cubos de gelo ao lado nos trazem uma grande lição de vida. Se tentarmos colocar os cubos que estão fora na forminha, eles simplesmente não caberão; ficarão de fora, pois o espaço já está tomado. Essa imagem simples esconde uma verdade importante para a nossa vida espiritual e o nosso crescimento humano.
Muitas vezes nós desejamos que o nosso coração seja preenchido por coisas boas: mais paciência, mais caridade, mais fé, esperança e amor. No entanto, esquecemos de olhar para o que já ocupa o nosso “espaço interior”. Se estamos “cheios” de nós mesmos, do nosso orgulho, de ressentimentos antigos, vícios ou pensamentos negativos, simplesmente não há lugar para a graça de Deus e para as virtudes cristãs.
A vida espiritual exige um movimento de esvaziamento. Para que o melhor (as virtudes) entrem em nós, precisamos ter a coragem de retirar o que é ruim (os vícios). O pecado e o vício ocupam um espaço que deveria ser da virtude. Assim como não se coloca vinho novo em odres velhos, não se cultiva a santidade em um coração que se recusa a abandonar o que o corrompe.
O convite é claro: olhar para a nossa “forminha” interior e nos perguntarmos: O que está ocupando espaço em nosso coração? Do que precisamos nos desapegar para que as virtudes morais e cristãs encontrem morada? Lembre-se: só quem se esvazia das coisas pequenas e negativas pode ser verdadeiramente preenchido pela grandeza do amor de Deus.



