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O nascimento de Belém confunde-se também com o início da Evangelização na Amazônia. 12 de janeiro de 1616 é o marco-início da fundação da nossa feliz cidade e, também, do anúncio do Evangelho de Jesus Cristo aos povos desta exuberante e linda região. Não por acaso a cidade fundada por Francisco Caldeira Castelo Branco, às margens da Baía do Guajará, chamada pelos Tupinambás de “Paraná-Guaçu”, desde o seu nascimento, construiu uma história que se entrelaça com a espiritualidade e a cultura católica, sendo consagrada à Santíssima Virgem Maria.
É sabido que os portugueses inicialmente batizaram esta terra com o nome de “Feliz Lusitânia”. Tempos depois passaram a chamá-la de “Santa Maria do Grão-Pará”; em seguida, “Santa Maria de Belém do Grão-Pará”. Atualmente, tem o nome de “Belém”, um dos bairros mais antigos de Lisboa, mundialmente famoso por seus deliciosos “pastéis de Belém”.
A presença da Igreja de Jesus Cristo em terras amazônicas também difundiu a devoção mariana para os povos desta região. A criação da Diocese (desmembrada do território da então Diocese do Maranhão, aqui recebeu o nome de “Santa Maria de Belém do Grão Pará”, mantendo, pois, o nome da cidade) deu-se pelo Papa Clemente XI, por meio da Bula Copiosus in Misericórdia, datada de 4 de março de 1719. Por seu turno, foi elevada ao grau de Arquidiocese em 1º de maio de 1906, por meio da bula Sempiternum humani generis, de São Pio X. A Igreja Católica em nossa cidade tem como padroeira Santa Maria de Belém, sendo como tal consagrada pelos papas que a criaram.
Eis que no século XVIII a cidade testemunhou um milagre. À beira do igarapé do Murucutu, um caboclo chamado Plácido encontrou uma pequena imagem da Santíssima Virgem, fato que mudaria para sempre a história desta frondosa região, como que marcando com o selo de amor e ternura a cidade a Ela consagrada. Nascia ali a maior manifestação católica mariana do mundo, que reúne mais de dois milhões de pessoas no segundo domingo de outubro. E, assim, a Senhora que veio pelo oceano e aqui desembarcou pelo rio, com o título de Santa Maria de Belém, agora desembocava em um igarapé, entre os muitos que cortavam a cidade, assumindo o título de Nossa Senhora de Nazaré. A partir daí, ela não era mais apenas a padroeira da cidade, mas de toda a região da floresta. Desta feita, seus filhos/súditos a coroaram “Rainha da Amazônia”.
À medida em que a cidade foi crescendo, abrindo novos polos urbanos, a Senhora da Cidade de Belém foi permitindo que a chamassem com outros nomes, consoante a referência que lhe faziam. Nesta perspectiva, nasceram, entre outras, a devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que a cada terça feira reúne milhares de fiéis em um santuário a ela dedicado, para a oração da Novena; e a devoção a Nossa Senhora das Graças, que surgiu de uma humilde casa na Av. Conselheiro Furtado e daí peregrinou para o Distrito de Icoaraci onde se realiza uma piedosa procissão no mês de novembro, um verdadeiro Círio com milhares de romeiros.
Bairros surgiram em sua homenagem, como o Bairro de Nazaré, em referência ao título de Nossa Senhora de Nazaré, bairro este no qual foi edificado um belíssimo santuário em sua honra, a mundialmente conhecida Basílica Santuário, centro de convergência da devoção à Rainha da Amazônia; e o Bairro de Fátima, em referência à aparição da Mãe de Deus aos três pastorinhos em Fátima, bairro este onde também foi edificado um imponente santuário em sua honra e que a cada 12 de maio reúne mais de duzentos mil fiéis na deslumbrante Procissão das Velas.
Na festa dos 401 anos, Belém celebra a Santíssima Virgem. A ela rogamos que sejam concedidas ao povo desta alegre e colorida cidade bênçãos de paz, justiça, sabedoria, misericórdia e amor…
Salve, Santa Maria de Belém do Grão Pará! Salve, Nossa Senhora de Nazaré! Salve, Rainha da Amazônia!
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Evangelização no Terceiro Milênio: Belém, terra da Virgem Maria…
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