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| Foto: Divulgação |
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INTRODUÇÃO
Todos os anos a Igreja Católica vivencia no mês de Outubro uma especial atenção à missionariedade; é o mês missionário porque começa com a celebração da festa de Santa Teresinha do Menino Jesus, a padroeira das missões.
É um tempo de reflexão, aprofundamento e exercício da dimensão missionária do nosso batismo. O batizado é um discípulo missionário e, por isso, em virtude do dinamismo da fé, não pode viver sem estar comprometido com a partilha da sua esperança, promovendo o Reino de Deus.
Tendo como finalidade estimular a cultura missionária e o aprofundamento do mandato missionário, todos os anos o Papa escreve uma mensagem para ser lida e refletida pelos variados sujeitos missionários nas comunidades católicas no mês de Outubro. Segue uma síntese da mensagem do Papa Francisco para o mês missionário deste ano que tem como tema: “Eis-me aqui, envia-me” que é a resposta de quem se sente sensível e disponivel à voz de Deus.
1 – Missão em tempo de pandemia
O chamado a servir vem do coração de Deus, da sua misericórdia, que interpela tanto a Igreja quanto a humanidade na atual crise mundial. À semelhança dos discípulos, fomos surpreendidos por uma tempestade inesperada e furiosa. Percebemos estar no mesmo barco: todos frágeis, desorientados, ameçados, carentes. Somos chamados a remar juntos nesta barca em que estamos todos.
A pandemia nos fez estar assustados e com medo. Dor e morte nos fazem experimentar nossa fragilidade humana. Nesse contexto, o chamado à missão, o convite para sair de si mesmo por amor a Deus e ao próximo, apresenta-se como uma oportunidade de partilha, serviço e intercessão. A missão que Deus confia, a cada um de nós, faz-nos passar do ego medroso e fechado ao ego encontrado e renovado pelo dom de si.
2 – No sacríficio se realiza a missão
O papa Francisco nos adverte para a verdade de que é através do sacrifício da cruz, que se realiza a missão de Jesus (cf. Jo 19,28-30); assim como ele sacrificou-se por todos nós, Ele nos pede nossa disponibilidade pessoal para sermos enviados; o amor está em constante movimento missionário, sempre saindo de si mesmo para dar vida.
Jesus é o Missionário do Pai: Sua Pessoa e sua obra estão em total obediência à vontade do Pai (cf. Jo 4,34;6,38;8,12-30; Hb 10,5-10). Por sua vez, Jesus, crucificado e ressuscitado por nós, atrai-nos à sua missão de amor e, com o seu Espírito que anima a Igreja, nos faz seus discípulos e nos envia em missão ao mundo e a todos os povos.
3 – Igreja em saída
Ser “Igreja em saída” não é um programa que brota da vontade da Igreja. É Cristo que faz a Igreja sair de si mesma. Na missão de anunciar o Evangelho, nos movemos porque o Espírito nos empurra e conduz. Movida por esse dinamismo, a Igreja a exemplo de Jesus Cristo, acolhe e promove a dignidade humana. Ninguém é excluído do amor de Deus e, no santo sacrifício de seu Filho Jesus na cruz, Deus venceu o pecado e a morte (cf. Rom 8,31-39).
A Igreja, sacramento universal do amor de Deus pelo mundo, continua a missão de Jesus na história e nos envia para todos os lugares para que, por meio do nosso testemunho de fé e do anúncio do Evangelho, Deus continue a manifestar o seu amor e, assim, possa tocar e transformar corações, mentes, corpos, sociedades e culturas em todos os lugares e épocas.
4 – Missão é resposta de amor
A missão é uma resposta livre e consciente ao chamado de Deus. No entanto, discernimos esse chamado apenas quando vivemos uma relação pessoal de amor com Jesus vivo na sua Igreja. Somos chamados a ouvir o chamado à missão!
Como Maria somos chamados a estarmos prontos e a nos colocar sem reservas ao serviço da vontade de Deus (cf. Lc 1,38). Essa disponibilidade interior é muito importante para responder a Deus: “Eis-me aqui, Senhor, envia-me”! (cf. Is 6, 8).
Neste tempo de pandemia com seus múltiplos clamores somos chamados a compreender o que Deus está nos dizendo e isso desafia a missão da Igreja. As doenças, sofrimentos, medos e o isolamento nos desafiam; a pobreza, a solidão, os despejados, os desempregados, os sem comida e sem teto nos questionam!
Fomos obrigados ao distanciamento físico e a ficar em casa, agora somos convidados a redescobrir que precisamos das relações sociais, do relacionamento comunitário e avaliar o modo como nos nos relacionamos com os outros.
5 – A oração ressignifica nossas relações
O Papa Francisco nos convida ainda à experiência da Oração, pois através dela Deus toca, move o nosso coração e nos abre para as necessidades dos nossos irmãos, bem como para o cuidado com a natureza. Deus continua a perguntar “Quem enviarei?” – e aguarda, de nós, uma resposta generosa e convicta: “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6, 8).
Deus continua a procurar a quem enviar aos povos para testemunhar seu amor, sua salvação do pecado e da morte, sua libertação do mal (cf. Mt 9,35-38; Lc 10,1-11).
A celebração do Dia Mundial das Missões do terceiro domingo de outubro, nos pede a oração, a reflexão e a ajuda material através de ofertas. A caridade, expressa nas coletas das celebrações litúrgicas destina-se a apoiar o trabalho missionário realizado pelas Obras Missionárias Pontifícias, a fim de atender às necessidades espirituais e materiais dos povos e das Igrejas, em todo o mundo, para a salvação de todos.
Que a Santíssima Virgem Maria, Estrela da Evangelização e Consoladora dos Aflitos, discípula missionária do seu próprio Filho Jesus, continue a amparar e a interceder por nós.
(Papa Francisco)
PARA A REFLEXÃO PESSOAL:
1 – O que significa para você que “a vida é missão”?
2 – Porque há muitos batizados e poucos discípulos missionários capazess de dizer: “Eis-me aqui, envia-me!”?
3 – Quais formas de missionariedade está ao alcance de todos?
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Mundo juvenil e a fé cristã – Mês Missionário 2020: “A vida é missão! Eis-me aqui, envia-me!”
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