A Encíclica RerumEcclesiae foi publicada em 28 de fevereiro de 1926, pelo Papa Pio XI, como continuidade à MaximumIllud, de Papa Bento XV, reforçando os fundamentos da cooperação missionária da Igreja.
No contexto do pós-Primeira Guerra Mundial e da expansão cristã na África e na Ásia, o documento buscou purificar a missão de influências políticas e colonialistas, reafirmando o caráter evangélico. O ponto central da encíclica foi a defesa da formação do clero local e da criação de Igrejas autônomas, com bispos e sacerdotes nativos. A missão deveria fundar comunidades enraizadas na própria cultura, e não depender indefinidamente de missionários estrangeiros.
A encíclica afirma que a missão é responsabilidade de toda a Igreja. A convida para a cooperação missionária por meio da oração, ajuda material e incentivo às vocações. Apesar das limitações próprias de sua época, a RerumEcclesiae representou um avanço decisivo ao consolidar a missão como dimensão essencial da identidade da Igreja e ao promover a formação de Igrejas locais verdadeiramente universais.
Pio XI por seu impulso missionário, ficou conhecido como o “Papa Missionário”, pois realizou a ordenação dos primeiros seis bispos chineses (1926); a instituição do Dia Mundial das Missões (1926); a proclamação de São Francisco Xavier e Santa Teresinha do Menino Jesus como padroeiros das missões (1927); criou as Pontifícias Obras Missionárias (1922), entre outras iniciativas missionárias.
As Pontifícias Obras Missionárias no centenário de sua publicação, estão relançando a Encíclica RerumEcclesiae, documento decisivo e histórico na vida missionária da Igreja, que posteriormente serviu de base para o Decreto Ad-Gentes do Concílio Vaticano II.
Fonte: POM




