
“Está aberto o Mês da Bíblia, neste ano com o convite a meditar e aprofundar o livro de Daniel”,anunciou Dom Leomar Brustolin, Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese de Santa Maria (RS) e presidente da Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O anúncio ocorreu dia 30 de agosto durante a Santa Missa noSantuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida queencerrou a II Romaria de Catequistas, e celebrou a abertura do Mês da Bíblia, comemorado em setembro pela Igreja no Brasil.
A Missa também marcou o envio dos catequistas no retorno às suas comunidades e dioceses. Dom Leomar destacou que esse momento foi o de seguir “com o coração seduzido pela Palavra, sedento de Deus, novamente disposto a seguir”, declarando aberto o Mês da Bíblia 2026.O livro de Daniel é a referência para as reflexões com o lema “Seu reino jamais será destruído” (Dn 7,14).
Dom Leomar ofereceu aos catequistas e romeiros presentes no Santuário de Aparecida a imagem sugestiva de uma janela para explicar melhor como se dará a jornada bíblica, inspirada no livro de Daniel. “Nos ensinará neste Mês da Bíblia que a fé não significa ausência de feras. Quem tem fé não fica livre dos perigos, mas pede que esses perigos não derrubem e não extingam a vida. As feras não têm a última palavra. A fé abre sempre a janela”.
Fica também evidente a perseverança na missão, apesar das adversidades por que passa o discípulo de Jesus, ratifica Dom Leomar. “Daniel viveu numa terra estrangeira, tudo era contrário à sua fé: ele tinha ameaças, perseguições, poderes e até feras – leões que rugiam na cova esperando por ele. E Daniel fez algo belíssimo. Não tinha saída, abriu a janela, voltou-se para Jerusalém e começou a rezar. Quando tudo parecer fechado em sua vida, mantenha uma janela aberta para Deus, aí sua vida muda. Enquanto você ficar fechado em si mesmo, não tem muita saída”.
As orientações de Dom Leomar foram ouvidas por cerca de 4,7 mil participantes da II Romaria de Catequistas que renovaram o compromisso de anunciar Jesus Cristo nas comunidades, após três dias de formação, oração, convivência e celebração, culminância do Dia do Catequista, celebrado no Brasil no último domingo agosto, o mês das vocações.

O evento foi ocasião da Igreja no Brasil reconhecer e agradecer a missão de homens e mulheres que dedicam-se ao serviço da transmissão da fé: religiosas e religiosos, presbíteros, diáconos e bispos, e uma imensidão de homens e mulheres, sobretudo mulheres, que levam adiante essa missãonas comunidades, acompanhando crianças, jovens, adultos e famílias em seus itinerários de encontro com Jesus Cristo, fazendo ecoar a Palavra e fazem da sua vida uma missão.
Dom Leomar destacou a união para realizar a missão de ecoar a Palavra de Deus. “Todos unidos pelo mesmo mistério: um dia, nos deixamos encontrar pelo Senhor e hoje estamos celebrando na Casa da Mãe o Dia do Catequista”, evidenciando queo segredo mais profundo da vocação do catequista está no encontro com Cristo.“Antes de ensinar, nós fomos seduzidos; antes de anunciar, nós fomos encontrados; antes de falar de Deus, Deus falou ao nosso coração. Em algum momento da nossa história, Cristo passou pela nossa vida”.
Mês da Bíblia
Setembro é o tempo em que a Igreja no Brasil celebra o Mês da Bíblia. Trata-se de um período em que comunidades, grupos e famílias são convidados a aprofundarem a escuta, o estudo, a oração e a vivência da Palavra de Deus. Em 2026, o livro escolhido para o aprofundamento é o Livro de Daniel, que convida à fidelidade a Deus diante dos desafios e fortalece a esperança e a perseverança do povo.
O Texto-base para o Mês da Bíblia é o subsídio oficial preparado pela Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, que orienta a reflexão das comunidades em todo o Brasil durante o mês de setembro.
Destinado a padres, diáconos, catequistas, lideranças pastorais, grupos bíblicos e agentes de animação bíblica, o texto-base é instrumento fundamental para a organização dos encontros, formações e momentos celebrativos do Mês da Bíblia 2026.
O subsídio tem linguagem acessível e sólida fundamentação teológica para apoiar tanto o estudo pessoal quanto a condução de grupos, tornando-se referência indispensável para quem deseja viver, intensamente, a centralidade da Palavra na vida da Igreja.
Por Bernadete Costa – Rede Nazaré de Comunicação
Fonte: CNBB




