Preparativos para a visita do papa à Angola

Angola mobiliza 11 mil escoteiros para visita do papa ao país

Escoteiros de Angola. | Radio Ecclesia
Escoteiros de Angola. | Radio Ecclesia

O Coordenador Nacional dos Escoteiros Católicos de Angola (ECA) disse ao público que os preparativos para a visita apostólica do papa Leão XIV, agendada para de 18 a 21 de abril, estão sendo cuidadosamente organizados, com estruturas logísticas detalhadas que abrangem desde grandes grupos até subgrupos de 25 escoteiros.

Gilberto Gil Lopes disse à ACI África, agência da EWTN na África, em 31 de abril, que um extenso planejamento foi realizado para garantir um serviço organizado e seguro na visita papal.

“Cada detalhe foi planejado para que o serviço seja eficiente e seguro”, disse Lopes.

“Um total de 11.414 escoteiros se inscreveram para a visita. Inicialmente, abrimos as inscrições para oito mil escoteiros, mas rapidamente atingimos 11.414 participantes, distribuídos por quatro locais estratégicos: Luanda, Muxima, Quilamba e Saurimo”, disse ele à ACI Africa.

O papa Leão XIV deve chegar em 18 de abril ao aeroporto internacional 4 de Fevereiro, em Luanda, capital de Angola. Segundo Lopes, o serviço escoteiro começará imediatamente depois d a chegada do papa e terminará em 21 de abril, no mesmo local, quando o papa partir.

“Em Muxima, participarão 3 mil escoteiros”, disse Lopes, dizendo que a maioria virá das dioceses de Viana e Malanje e que “cada grupo de 200 terá responsabilidades claras: transporte, distribuição de alimentos, orientação dos fiéis e apoio logístico”.

“Kilamba terá 2.903 escoteiros das dioceses de Namibe, Ndalatando, Caxito, Uíge e Benguela”, disse ele. “Faremos ajustes para garantir a proximidade geográfica e que cada escoteiro esteja no subgrupo correto, sem sobreposição de funções”.

Lopes disse: “O grupo de Saurimo terá 2.511 escoteiros. Eles virão das arquidioceses de Saurimo, Huambo e Lubango, e das dioceses de Lwena, Menongue, Dundo, Kwito-Bié e Ondjiva”.

“O grupo de Saurimo terá 2.511 escoteiros”, disse Lopes. “Eles virão das arquidioceses de Saurimo, Huambo e Lubango, e das dioceses de Lwena, Menongue, Dundo, Kwito-Bié e Ondjiva”. Ele disse que os escoteiros designados para Saurimo viajarão de trem de Lobito para Lwena, antes de seguirem por estrada.

“Este grupo viajará de trem de Lobito para Lwena, de onde 40 ônibus os transportarão para Saurimo”, disse Lopes.

Segundo Lopes, a estrutura operacional dos escoteiros foi concebida para manter a disciplina, a coordenação e a comunicação eficiente em toda a visita.

“Cada grupo de 200 pessoas coordenará oito subgrupos de 25. Isso permite o controle da disciplina, da alimentação, da movimentação e da comunicação eficiente”, disse o coordenador nacional dos Escoteiros Católicos de Angola.

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Ele disse que a mesma estrutura vai orientar o planejamento logístico para a distribuição de alimentos.

“As cozinhas atenderão exatamente 200 escoteiros por vez, e cada conjunto de quatro cozinhas atenderá 800 jovens”, disse Lopes. “Esse planejamento é essencial para evitar atrasos ou falhas logísticas”.

O cronograma de chegada dos escoteiros já foi definido: os designados para Muxima chegarão em 16 de abril, os que servirão em Luanda e Kilamba em 17 de abril e os que serão destacados para Saurimo em 18 de abril.

“Precisamos que todos os escoteiros estejam posicionados e prontos antes da chegada do papa para garantir o treinamento e os ensaios”, disse Lopes.

Em Luanda, os escoteiros formarão corredores estratégicos ao longo do trajeto que o papa deverá percorrer.

“Os corredores estratégicos em Luanda envolverão 3 mil escoteiros formando linhas entre o aeroporto e o Palácio Presidencial”, disse Lopes. “Kilamba adicionará outros 3 mil, garantindo a cobertura completa do trajeto do papa”.

A coordenação entre os escoteiros e as forças de segurança também foi definida para evitar sobreposição de responsabilidades.

“Se um escoteiro estiver atuando como policial, ele age como policial”, disse Lopes. “Se estiver atuando como escoteiro, não interfere nas funções policiais. Há total alinhamento para evitar conflitos”.

Em relação à logística de transporte para o destacamento em Saurimo, Lopes disse que os horários detalhados já foram definidos.

“Em Saurimo, os escoteiros embarcarão no trem às 7h, chegarão a Luena às 13h e, de lá, seguirão de ônibus para Saurimo, chegando por volta das 18h”, disse ele. “Cada deslocamento é coordenado com o Ministério dos Transportes”.

Sobre o perfil dos participantes, Lopes disse que a idade mínima para o serviço é de 14 anos.

“A idade mínima é 14 anos e, embora não haja limite máximo, todos devem ter capacidade física para realizar tarefas de até 12 horas”, disse ele. “Os participantes são selecionados com base no preparo físico e na espiritualidade”.

Respondendo às preocupações sobre o equilíbrio entre as responsabilidades do serviço e a vida espiritual na visita papal, Lopes disse que a preparação espiritual tem sido parte integrante da formação dos escoteiros.

“A preparação espiritual é intensa e começou há muito tempo”, disse o Coordenador Nacional dos Escoteiros Católicos de Angola. “Nosso ADRO mostrou que os jovens simplesmente precisavam de um espaço para estar com Deus”.

“Cada acampamento tem oração, meditação, Via Sacra e formação católica”, disse ela.

Nas celebrações eucarísticas planejadas nas três dioceses que sediarão eventos papais, escoteiros auxiliarão na organização e logística entre as grandes congregações esperadas.

“Na liturgia, cada seção terá 3 mil fiéis e dez sacerdotes”, disse Lopes. “Usaremos guarda-chuvas para orientar as filas da Comunhão. Cada escoteiro terá uma função clara: manter a ordem, ajudar os idosos, distribuir água e se comunicar com os sacerdotes”.

Ele disse que a presença dos escoteiros vai complementaro trabalho do clero e dos ministros extraordinários da Sagrada Comunhão.

“Os ministros leigos extraordinários auxiliarão na distribuição da Comunhão”, disse Lopes. “Mesmo com 1,3 mil padres, precisamos de apoio. Os escoteiros estarão lado a lado com padres, freiras e leigos para servir ao maior número possível de fiéis”.

Ele disse que o entusiasmo entre os jovens tem sido grande em todo o processo de preparação.

“Realizamos seis encontros nacionais de preparação”, disse Lopes. “Todos os jovens estão entusiasmados; eles chamam essa atividade de AcaPap — Acampamento do Papa — e a veem como uma graça para servir e ver o papa”.

“Para muitos jovens, será a primeira oportunidade de ver o papa”, disse ele. “A experiência combina serviço, fé e disciplina comunitária”.

Ele disse que os pontos de controle operacionais e os mecanismos de coordenação já foram finalizados.

“Todos os pontos de controle foram definidos e cada subgrupo sabe onde estará, suas funções e horários”, disse Lopes. “Temos coordenadores em cada subgrupo de 25 pessoas para garantir a disciplina e a comunicação com os grupos maiores”.

“Cada detalhe é supervisionado. Queremos que cada jovem se sinta parte de algo maior e que o evento seja seguro, organizado e significativo”, disse ele.

O coordenador nacional dos Escoteiros Católicos de Angola também convidou o público angolano em geral a participar da ocasião histórica.

“Convido todos os angolanos, católicos ou não, a participar nas ruas, paróquias e locais de celebração”, disse ele. “Queremos que todos se sintam parte dessa visita histórica e especial”.

Fonte: ACI Digital / Por João Vissesse

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