Por Pe. Antônio Mattiuz, csj
28 – Testemunhar Cristo Ressuscitado
Ver em Mt 28, 1-10 o fato da ressurreição de Jesus e sua aparição.
Jesus ensinou seus discípulos, inclusive sobre a sua ressurreição.
Mesmo assim, alguns não entendiam e falhavam.
Na paixão e morte, um o traiu, outro o negou e todos fugiram.
Depois da ressurreição, Jesus apareceu-lhes vivo e eles duvidavam.
Só depois, aceitaram a ressurreição e a testemunharam.
São Paulo (1Cor 15,13) escreve às comunidades cristãs dizendo: “Se Cristo não tivesse ressuscitado, as profecias e a nossa fé seriam vãs”.
A fé não nasce da muita instrução, mas do encontro com Cristo. Assim foi com Pedro e com os dois discípulos de Emaús – Lc 24, 13-35.
A partir do encontro com o Ressuscitado, os discípulos recordam tudo o que Jesus tinha dito e feito durante a sua vida terrena, e começam a testemunha-lo a todos e em toda parte, até nos confins do mundo.
No dia de Pentecostes, sob o impulso do Espírito Santo, iniciou a expansão da Igreja por todo o mundo.
A Igreja torna visível a presença do Ressuscitado, dando-lhe um corpo, do qual nós somos os membros, e Cristo é a cabeça que nos dirige.
O Ressuscitado é a origem e o sustentáculo da Igreja. Sua meta é conduzir os homens à salvação e ao Reino de Deus.
A fé no ressuscitado é o alicerce e o fundamento da fé cristã.
Crer não é só saber, mas é assumir como um fato real que Jesus está vivo e que se faz presente nas celebrações da comunidade e também onde os discípulos se reúnem em seu nome.
Cada fiel que tem o espírito de Cristo, é Igreja, é parte do Corpo de Cristo, é um ramo da Videira, e responsável pela salvação do mundo.
Os bispos da América Latina reunidos em Aparecida em 2007, disseram que todo discípulo de Cristo deve também ser missionário e participar ativamente da missão do Senhor. A missão não é opcional, mas é parte integrante da identidade cristã (DA n° 144).
Disseram que discipulado e missão são as duas faces da mesma moeda. Se a moeda tem uma só face é falsa. Assim o discípulo que não assume a missão na Igreja é falso e não serve para ser cristão (DA n° 146).
Em virtude do Batismo e da Crisma, todo fiel deve ser discípulo e missionário atuante no meio do povo (DA 153).
A mais sublime caridade é fazer o que pode para salvar os irmãos. Para isso, todo cristão precisa ser também missionários.
Belíssimo ato missionário é trazer batizados afastados para a celebração dominical, pois nela Jesus ressuscitado se faz presente, infunde o seu espírito, alimenta com sua Palavra e sua pessoa – Mt 18,20 (DA 256).
O Documento de Aparecida (DA 252) recomenda vivamente para todos os agentes fazerem da ‘pastoral do domingo’.
