Obra na Capela Sistina termina antes da Semana Santa

Vatican Media © Governatorato SCV, Direzione dei Musei e dei Beni Culturali
Vatican Media © Governatorato SCV, Direzione dei Musei e dei Beni Culturali

Os Museus do Vaticano iniciaram a manutenção extraordinária do afresco Juízo Final, de Michelangelo, na Capela Sistina. A conclusão dos trabalhos está prevista para antes da Semana Santa, garantindo que a obra possa ser admirada durante as celebrações da Páscoa.

Esta ação não é uma nova restauração da arte e sim uma “limpeza” para conservá-la. Segundo Barbara Jatta, diretora dos Museus do Vaticano, a manutenção acontece cerca de trinta anos após a última intervenção conservadora, concluída em 1994.

Esse trabalho do Laboratório de Restauração de Pinturas e Materiais de Madeira dos Museus do Vaticano integra um plano contínuo de conservação adotado desde 2010, que inclui monitoramento ambiental, controle de climatização e inspeções periódicas das superfícies decorativas.

O que será feito no afresco?

A decisão foi tomada após monitoramento técnico identificar a presença de um fino “véu branco” homogêneo sobre a superfície da pintura, responsável por atenuar os contrastes e alterar a percepção do afresco. A intenção é recuperar seu brilho e as cores originais.

A substância identificada na obra é lactato de cálcio, um sal que se acumulou na camada mais externa e é altamente solúvel em água. Ela pode causar esbranquiçamento localizado, alteração na leitura das cores e atenuação do claro-escuro.

Como funcionará a manutenção

Durante todo o período da intervenção, a Capela Sistina permanece aberta ao público. Uma lona com reprodução em alta definição da obra cobre o andaime, preservando a experiência visual dos visitantes.

A imprensa da Capela Sistina afirma que todas as fases da intervenção serão documentadas pelo Laboratório Fotográfico dos Museus do Vaticano, criando um precioso testemunho da limpeza.

Além disso, a limpeza é apoiada pelo Capítulo da Flórida dos Patronos das Artes nos Museus do Vaticano, grupo de benfeitores que financia projetos de conservação.

Segundo os responsáveis técnicos, o objetivo é não apenas restituir a plena legibilidade cromática da obra-prima, mas também aprofundar os estudos científicos para prevenir futuras formações do depósito esbranquiçado, assegurando a preservação deste importante patrimônio artístico.

A estrutura do andaime possui 7 andares, cobrindo 180 m² da parede do afresco. Trabalham na manutenção simultaneamente 10 restauradores por turno, de uma equipe composta por 27 profissionais.

Fonte: Portal A12

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