Violência põe em risco a sobrevivência dos cristãos

Alerta fundação Ajuda à Igreja que Sofre

Regina Lynch, presidente executiva da Ajuda à Igreja que Sofre (ACN). Crédito: Foto cortesia ACN
Regina Lynch, presidente executiva da Ajuda à Igreja que Sofre (ACN). Crédito: Foto cortesia ACN

A fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) disse estar preocupação com as necessidades humanitárias e de segurança causadas pela recrudescência da violência no Oriente Médio.

Segundo a ACN, a espiral de conflitos pode ameaçar as já frágeis comunidades cristãs da região e até mesmo acabar com sua presença histórica.

Regina Lynch, presidente executiva da ACN, disse à ACI Mena, agência de notícias árabe da EWTN News, que o desejo de preservar a presença histórica dos cristãos na região e evitar seu desaparecimento é evidente.

Ela disse que qualquer nova guerra teria um alto custo, que recairia em primeiro lugar sobre os civis, especialmente os cristãos, que muitas vezes estão entre os mais vulneráveis ​​e menos capazes de se defender.

Um desafio crescente no Líbano

Lynch disse que a maior preocupação atualmente está focada no Líbano, onde a situação está se agravando, com milhares de pessoas já deslocadas, segundo as equipes da ACN que atuam no local.

“Os libaneses, como todos os povos, anseiam por paz e esperam uma oportunidade para ajudar seu país a se recuperar dos muitos desafios que enfrenta. Mas, mais uma vez, se veem vítimas de um novo conflito”, disse.

Crianças acendem velas como parte de um projeto da Ajuda à Igreja que Sofre (ACN). | Crédito: ACN.
Crianças acendem velas como parte de um projeto da Ajuda à Igreja que Sofre (ACN). | Crédito: ACN.

Uma situação catastrófica em Gaza

Na Terra Santa, Lynch descreveu a situação humanitária em Gaza como ainda catastrófica. Ela advertiu que quaisquer obstáculos adicionais à entrega de ajuda colocariam em sério risco a única paróquia católica local, bem como os milhares de pessoas que dependem de sua assistência.

Na Cisjordânia, onde muitas famílias cristãs dependem do turismo como principal fonte de renda, Lynch disse que a instabilidade renovada ameaça seus meios de subsistência justamente quando esperavam um aumento no número de peregrinos e visitantes durante a Páscoa.

Oração, solidariedade e esperança

Por décadas, a ACN tem apoiado comunidades cristãs no Oriente Médio. Lynch afirmou que a fundação continuará seu trabalho. Ela fez um chamado à oração e à solidariedade.

“Apesar das circunstâncias difíceis, as paróquias e comunidades religiosas continuam a distribuir alimentos, administrar escolas, acolher famílias deslocadas e promover a reconciliação da melhor maneira possível”, disse. “É verdade que muitos foram embora, mas outros permanecem. Conhecemos muitos deles. Sua fé é firme e viva. Sua presença nesses países é uma semente de fé maravilhosa e constante, e também um desafio para a nossa própria fé”.

O investimento mais importante

Segundo as estatísticas mais recentes publicadas pela ACN, os fundos destinados ao Oriente Médio representam 17,5% da ajuda total da fundação. Lynch destacou que a ajuda da ACN não se limita a edifícios ou projetos materiais, mas que a pessoa humana continua sendo sua prioridade e investimento mais importante.

Ela disse que como cristãos, a esperança dos colaboradores da ACN não se apaga, especialmente porque aprenderam muito com a experiência dos cristãos na região, que oferecem um exemplo vivo de perseverança e resiliência diante das dificuldades, sem perder a esperança.

Fonte: ACI Digital / PorACI MENA

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