Nos últimos dias, as redes sociais se tornaram palco de algo que, infelizmente, tem se tornado cada vez mais comum, ataques duros, públicos e impiedosos contra o bispo da Prelazia do Marajó, Dom José Ionilton Lisboa de Oliveira, conhecido por sua dedicação aos mais pobres e esquecidos da Amazônia.
Em nota oficial, os bispos do Regional Norte 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), no Pará e Amapá, declaram solidariedade, respeito e compaixão ao irmão atacado. A nota não é um gesto burocrático. É um ato de coragem fraternal. Numa época em que o silêncio covarde muitas vezes se disfarça de prudência, os bispos do Norte 2 escolheram falar, e falar bem.
“Conhecemos e admiramos seu zelo pastoral, sensibilidade para com os mais pobres, seu forte espírito missionário, seu profundo senso de justiça, paixão pelo Reino de Deus e honesta fidelidade à Igreja”, afirmam os bispos, em palavras que não são elogio protocolar, mas testemunho de quem conhece Dom Ionilton de perto, de quem caminhou com ele nos rios e nas veredas da Amazônia.
A nota apresenta uma precisão teológica e uma coragem profética. “Quando alguém, em nome da ‘pureza doutrinal’, torna-se cruel e agressivo com o outro, está muito distante da essência da Doutrina, que é Caridade”, escrevem. É um diagnóstico espiritual sério. Porque há um tipo de agressão que veste roupagem religiosa, que fala em nome de Deus enquanto destrói a dignidade de uma pessoa. E esse tipo de violência é duplamente perigoso, fere quem é atacado e corrompe quem ataca.
A nota recorre a São João, com aquela franqueza apostólica que não deixa escapatória “Se alguém diz: ‘Eu amo a Deus’ e, no entanto, odeia o seu irmão, esse tal é mentiroso”* (1Jo 4,20). Palavras duras. Mas necessárias.
Leia abaixo a Nota Oficial da direção do Regional Norte 2, em nome de todos os bispos do Pará e Amapá.
Fonte: Regional Norte 2 / PorVívianMarler





