
O Vaticano vai receber o segundo consistório extraordinário do pontificado, de 26 a 27 de junho, para debater respostas a guerras e divisões com a ajuda de cardeais de todo o mundo.
O programa oficial, divulgado pela sala de imprensa da Santa Sé, apresenta as questões que vão orientar os trabalhos, entre elas a forma como “as tensões, as divisões e os conflitos que atravessam o mundo” afetam a vida da Igreja Católica.
A reunião convocada pelo Papa vai procurar estratégias pastorais focadas nas “linguagens, atitudes e práticas que podem ajudar a construir reconciliação, convivência e paz”.
A agenda de trabalho vai abordar o capítulo V da ‘Magnifica Humanitas’, de Leão XIV, com reflexões sobre a “cultura do poder” e a “civilização do amor”.
No número 192 da sua primeira encíclica, o Papa escreveu que “hoje, mais do que nunca, é importante reafirmar que foi superada a teoria da ‘guerra justa’, invocada com demasiada frequência para justificar qualquer guerra”.
A reunião de sexta-feira e sábado vai decorrer num “ambiente de diálogo fraterno”, sem declarações à imprensa.
A metodologia divide os cardeais em pequenos grupos para uma “escuta partilhada”, limitando as intervenções individuais a três minutos.
A agenda reserva a tarde de sábado para um debate direto com o pontífice destinado a planear o “caminho de implementação do Sínodo”, antes do jantar com Leão XIV no Auditório Paulo VI – o mesmo que recebe o almoço anual do Dia Mundial dos Pobres.
Os cardeais voltam a reunir-se com o Papa na manhã de segunda-feira, para a Missa da solenidade de São Pedro e São Paulo, na Basílica do Vaticano.
Leão XIV decidiu convocar os cardeais, pela primeira vez, em janeiro deste ano, num encontro destinado a estabelecer prioridades para a Igreja Católica.
O Colégio Cardinalício tem 241 cardeais oriundos de 92 países dos cinco continentes, incluindo Portugal, entre os quais 117 eleitores.
Com 13 cardeais a completar 80 anos até final de 2027, Leão XIV tem oportunidade de anunciar as suas próprias escolhas para este grupo, que com Francisco se alargou a vários países onde a Igreja Católica é minoritária, nos cinco continentes.
Fonte: Vatican News



