Irene Pancev/ Pinterest
Irene Pancev/ Pinterest

Todos os anos, o dia 9 de agosto é dedicado à celebração do Dia Internacional dos Povos Indígenas, com o objetivo de aumentar a conscientização sobre a importância desses grupos populacionais.

Neste sentido, a Igreja volta suas ações para estes irmãos e aproveita a data para refletir sobre os valores que os povos indígenas oferecem à sociedade em que vivemos.

Através da Pastoral Indigenista, diversas comunidades são acompanhadas em suas necessidades religiosas e sociais, fortalecendo o diálogo entre fé e cultura. Mas, afinal, como acontece esse trabalho e qual é o papel dos povos indígenas na Igreja hoje?

A Pastoral Indígena na vida da Igreja

A partir da Pastoral Indígena e Indigenista é que se acompanham os povos indígenas em suas aldeias e comunidades, observando suas reais necessidades e respeitando os costumes e a cultura que regem a vida nas comunidades indígenas.

Para entender sobre a presença dos povos indígenas na Igreja e sua missão evangelizadora, o Coordenador da Pastoral Indígena e Indigenista da CNBB regional Sul 2 do Paraná, Diácono Cirço Aparecido Nabor, afirmou que ainda há desafios para ampliar a participação da Igreja junto às comunidades indígenas e fortalecer o trabalho de evangelização e as vocações.

“Temos muito que avançar ainda e, especificamente no Paraná, a comunidade devolveu para a CNBB um resultado com defasagens vocacionais. Na realidade, o que mais precisa é haver empenho por parte dos batizados e leigos de toda a Igreja em levar e incluir as comunidades indígenas“, disse.

 

O trabalho da Pastoral Indígena

Ao lidar com os povos originários que carregam costumes, culturas e idiomas próprios, a principal ação da Pastoral Indigenista junto aos povos indígenas desenvolvida atualmente é levar a catequese e evangelização a partir da comunidade que participa na Igreja. Segundo o coordenador da Pastoral, diácono Cirço Aparecido, compreender a realidade dos indígenas é essencial.

“É ir trabalhando por meio da Pastoral com esses povos a sua causa, seja nas questões de saúde, educação, falta de saneamento em aldeias e outros problemas. É trabalhar de forma cuidadosa e corajosa, levando uma conscientização sobre as políticas sociais”, relatou.

Neste segundo semestre, as atividades da Pastoral Indígena buscam estruturá-la nos moldes das demais pastorais, a fim de fortalecer sua organização e promover uma atuação mais integrada nas aldeias.

Durante todo o ano, a Pastoral Indígena e Indigenista organiza cinco encontros e reuniões para fortalecer as pastorais regionais, promovendo a formação e reunindo as comunidades indígenas.

“São realizadas duas reuniões para organizar o encontro de formação no começo do ano e dois encontros grandes coletivos. Em julho fazemos com a juventude indígena, trabalhando os temas que os jovens enfrentam. Já ao final do ano, em novembro, fazemos um encontro geral e cultural para todos os povos de todo o regional, contou o coordenador.

Cirço Aparecido reforçou ainda que a evangelização junto aos povos indígenas deve ser marcada pelo respeito às suas culturas e pela convivência fraterna.

É por meio deste compromisso que acontece o fortalecimento do testemunho cristão e o serviço aos mais vulneráveis, marcado pelo amor, zelo e caridade.

 Fonte: Portal A12 / Por Vitória Victal / UNESCO, CNBB

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