Por Pe. Antônio Mattiuz, csj
24 – Ser cristão todos os dias
Este artigo se alicerça em Mt 5, em 1Cor 12 e em Ef 4 e 5.
Jesus disse: “Quem quer ser meu discípulo renuncie a si mesmo todos os dias, tome a sua cruz, venha e me siga” – Mt 16, 24-27.
Jesus disse mais: “Não é quem diz Senhor, Senhor que entrará no Reino do céu, mas aquele que faz a vontade do Pai” – Mt 7,21-23. E: “Larga é a porta e espaçoso é o caminho que leva à perdição e muitos vão por ele; estreita é a porta e apertado é o caminho que conduz à salvação”.
Ser católico praticante não é difícil e dá muita alegria.
O batizado não praticante cria muitos problemas para si para outros.
A maioria dos males e sofrimentos das pessoas, como roubos, assaltos, agressões, mortes, violência vêm de batizados não praticantes.
Carlos é um homem simples do povo, com nível médio, casado com Ana e tem um casal de filhos, um menino de 9 e uma menina de 11 anos.
Carlos mora numa casa de dois andares, num bairro de Belém. No andar térreo ele tem a sua loja, e no andar de cima a residência da família.
Carlos levanta cedo, faz suas orações diárias, lê um trecho do Evangelho para ser iluminado e fortificado pela Palavra de Deus.
Após o café, desce para a loja de onde tira o sustento da família.
Enquanto dá uns retoques na loja, reza mais um pouco para que Cristo e a Virgem Santa o protejam de todos os males do corpo e da alma.
Carlos trata seus clientes com o respeito aos filhos de Deus.
Ele vende sua mercadoria a preço justo, sem lograr e nem enganar.
Quando alguém é muito pobre e não consegue pagar todo o preço, faz desconto especial como obra de caridade, pois sabe que ninguém pode pensar só em si, mas precisa ajudar o pobre e o necessitado.
Carlos tem dois empregados a quem trata como amigos e aliados. Paga o justo salário, assina a Carteira e recolhe os encargos sociais.
Carlos não sonega impostos, pois sabe que eles ajudam a manter as obras públicas como: escolas, hospitais, estradas, ruas, polícia, SUS, etc.
No fim do dia, Carlos fecha a loja e vai para casa, onde dá especial atenção à esposa e acarinha os filhos. Como pai responsável, todos os dias, pergunta-lhes como foi o seu dia na escola, o que aprenderam e que dificuldades tiveram. Depois sentam à mesa para o jantar. Após o jantar, rezam juntos as orações da noite e também uma dezena do terço.
Carlos e Ana participaram de Cursilho para aprofundar a fé. Lá seus olhos se abriram e suas trevas desapareceram. Numa palestra do Cursilho eles criaram consciência que são os ramos da Videira Verdadeira e os membros do Corpo de Cristo. Lá tomaram consciência que os ramos da videira, se não produzem uva são inúteis e os membros que não servem o corpo são paralíticos e inúteis. Lá aprenderam que hoje Deus faz suas obras e seus milagres através dos seus membros que são os cristãos.
Uma vez por mês Carlos, participam do Encontro dos Cursilhistas e dos Casais com Cristo (ECC).
Carlos é membro da equipe de Liturgia da Paróquia e também do Grupo da Misericórdia que visita os doentes e os moradores da rua.
As crianças estão na catequese e são coroinhas, servidores do altar.
Que tal eu também ser cristão todos os dias como Carlos?!
