33 – Crismar é ungir para a missão

Por Pe. Antônio Mattiuz, csj

33 – Crismar é ungir para a missão

Este artigo se fundamenta em At 2, 1-42.

O Espírito Santo desceu do céu em forma de línguas de fogo e pousou sobre cada discípulo.  Eles ficaram iluminados e sentiram um fogo dentro de si. Saíram do Cenáculo, anunciaram Jesus e a sua Palavra, e disseram que quem quisesse se salvar devia converte-se, crer em Jesus, fazer-se batizar.

Naquele dia 3.000 homens se converteram e pediram o Batismo. 

Após o Batismo, os Apóstolos organizaram os batizados em várias comunidades, e assim teve início a Igreja cristã do jeito que Deus a quer.

O Espírito Santo ungiu os Apóstolos e os enviou para a missão.

A Crisma hoje deveria fazer a mesma coisa: ungir a pessoa e enviá-la na missão de trabalhar na vinha do Senhor.

A Crisma unge o fiel para ser testemunha de Cristo por palavras e por ações.  O crismado é ungido para trabalhador na vinha do Senhor e para servir a comunidade, assumindo serviços, tarefas e ministérios. 

É inútil crismar quem não está decidido a trabalhar na vinha do Senhor.  Seria como ordenar um padre por nada, escalar um paralítico como jogador de futebol, deixar um ramo seco na árvore frutífera. 

A crisma unge o cristão para servir e para cumprir uma missão.

Sem a disposição de servir a igreja, a Crisma é estéril e inútil.

Crismar é ungir o cristão para testemunhar da fé – 1Pd 3, 15. Não é fácil, mas Jesus não promete vida fácil a seus discípulos – Jo 15,20.

A Crisma chama-se também Confirmação para confirmar os compromissos do Batismo de quem foi batizado sem ser evangelizado.

O Batismo é Sacramento que imprime caráter indelével; por isso não precisaria confirmá-lo, mas a Crisma confirma quem foi batizado de criança.

Sem evangelização muitos batizados continuam com o espírito pagão.

A crisma recebeu o nome de Confirmação do Batismoséculo 6°.

Na Confirmação é como se o batizado dissesse: “Agora não sou mais criança, aceito o Batismo e me comprometo a assumi-lo na prática. Agora quero ser cristão de minha livre e espontânea vontade. Agora Jesus e a Igreja podem contar comigo”.

Pela Confirmação, o fiel manifesta a sua decisão de testemunhar a fé e de servir a Igreja como um membro vivo e ativo do Corpo de Cristo, de ser “sal da terra, luz do mundo e fermento na massa” – Mt 5, 13-14.

Como para os outros Sacramentos, a Crisma também não produz efeitos mágicos e automáticos, mas exige disposição e decisão de assumir a missão que lhe é própria.  Sem decisão, a Crisma é estéril e inútil.

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