36- A caridade acima de tudo

Por Pe. Antônio Mattiuz, csj

36 – A caridade acima de tudo

Esse artigo se fundamenta em 1Cor 13, 1-13 e em Mt 25, 31-46.

Deus nos dá carismas e dons para servir os irmãos e as irmãs.

São Paulo diz que o melhor de todos os carismas é a caridade.

Caridade e amor é buscar o bem do próximo. Para tê-los, é preciso vontade e luta para vencer o egoísmo e doar-se para o bem do próximo.

Paulo diz que sem caridade tudo o resto não vale nada, nem mesmo saber falar todas as línguas dos homens e dos anjos.

Depois, Paulo dá as características da caridade: ela é paciente, é prestativa, não é invejosa, não se gaba, não se incha de orgulho, não é egoísta, não guarda rancor, mas sabe suportar e desculpar.

Nós precisamos praticar a caridade com todos, ser humildes, compreensivos, pacientes, bons, solidários, gentis e tratar as pessoas com respeito, delicadeza e bondade.

São Paulo diz que a fé e a esperança vão desaparecer com a morte, mas a caridade fica por toda a eternidade, pois lá seremos só amor.

Na terra é preciso praticar a caridade para de vivê-la na eternidade.

Quase 80% de toda a caridade no Brasil é feita pela Igreja católica. Os espíritas também fazem muita caridade; outras religiões esnobam, mas fazem quase nada.

Na eternidade colheremos o que semeamos na terra.  Quem na terra faz caridade, será grande e feliz no céu.

Não é tão fácil praticar a caridade, pois o egoísmo, o orgulho, a desonestidade nos seduzem e nós também podemos cair na tentação. 

Jesus falou que a caridade consiste nisto: “Tudo o que desejais que os outros vos façam, fazei-o vós a eles, pois nisto se resuma a lei e os profetas” – Mt 7, 12.

No dia da morte seremos julgados pelas obras de caridade que fizemos, ou pela caridade que devíamos fazer mas não fizemos.

No julgamento, a sentença final será a descrita em Mt 25, 31-46.

Bons são os que fazem a caridadeMaus são os que não a fazem.

Aos bons Jesus dirá: “Vinde, benditos de meu Pai tomar posse do Reino do céu preparado para vós desde a criação do mundo, porque eu estava com fome, com sede, doente, necessitado e vós me socorrestes. Tudo o que fizestes a um dos meus irmãos necessitados a mim o fizestes”.

Aos maus Jesusdirá: “Afastai-vos de mim, malditos, para o inferno, pois eu estava com fome, com sede, doente, necessitado e vós não me socorrestes. Todas as vezes que não fizestes isto a um dos meus irmãos foi a mim que o deixastes de fazer”.

A salvação ou a perdição dependem da prática ou não da caridade.

O batizado que não faz caridade ainda está longe de ser cristão.

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