São João registra no Livro do Apocalipse a visão de“uma mulher vestida de sol, com a lua sob os pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas” (Apocalipse 12: 1). A Tradição associa esta imagem à Santíssima Virgem Maria. De fato, ao longo da história da Igreja, a Mãe do Salvadoré comumente retratada na arte sacratendo sob a cabeça uma coroa de 12 estrelas.

No século XVII, o piedoso Padre St. Joseph Calasanz (nascido na Espanha), que nutria uma profunda devoção à Imperatriz do Céu, compôs uma bela oração intitulada “A Coroa das Doze Estrelas”, em clara referênciaà mencionada visão do Evangelista João no Livro do Apocalipse (Ap12: 1). Comumente, as estrofes que compõe esta antiga oração são rezadasem formato de coroinha. Eis porque a piedade popular passou a chama-la de Pequena Coroa da Santíssima Virgemou Coroinha de Nossa Senhora.

São Luís Maria Grignion de Montfort, em sua célebre obra “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, ensina aos devotos desta um rol de práticas exteriores, entre as quais a oração da chamada “Pequena Coroa da Santíssima Virgem”. Montfort assim recomendou: “Se não lhes for inconveniente, devem rezar todos os dias de sua vida, a ‘Pequena Coroa da Santíssima Virgem’, que é composta de três Pai-Nossos e doze Ave-Marias, em honra dos doze privilégios gloriososde Maria. Esta oração é antiquíssima e baseada nas Sagradas Escrituras. São João viu, numa visão, uma mulher coroada de doze estrelas, vestida de Sol e de pé sobre a Lua (Ap 12, 1). De acordo com os comentadores bíblicos, esta mulher é a Santíssima Virgem” (In Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem. 234. Minha Biblioteca Católica. Dois Irmãos – RS. Pág. 129). Ao final reza-se a mais antiga oração mariana, que data do Século III, denominada “Sub tuumpraesidium” (que significa “à vossa proteção”).

No próximo artigo, transcreveremos as estrofes que compõe a Coroinha de Nossa Senhora, cujo estilo poético honra os privilégios e as virtudes da Virgem Puríssima.

Além da conhecida “Coroinha de Nossa Senhora, São Luís Maria também recomendou aos devotos da Rainha do Céu e da terra que rezassem, com modéstia, atenção e devoção o Santo Rosário ou o Terço (que há época era composto de uma terça parte do Rosário), em seus mistérios gozosos, dolorosos ou gloriosos. Lembramos que os Mistérios Luminosos foram acrescentados pelo então Papa João Paulo II, em sua Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae, sobre o Rosário da Virgem Maria, publicada em 16 de outubro de 2002.

São Luiz Maria de Montfort também recomendou aos devotos de Nossa Senhora outras práticas exteriores (orações), a saber: “Salve Rainha”, “Alma redemptorismater”, “Ave Regina Coelorum”, “Regina Caeli”, “Ave Maris Stella”, “O Gloriosa Domina”, “Magnificat”, ou tantas outras fórmulas de orações de devoção a Nossa Senhora (cf. TVD 116)

Finalizamos o presente escrito, confiando à Santíssima Virgem Maria as nossas orações, em especial, a sua “Coroinha”, o “Rosário” ou o Terço, nos recomendando à sua proteção: “Debaixo da Vossa proteção nos refugiamos, Santa Mãe de Deus; não desprezeis as nossa súplicas em nossa necessidades; mas, livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem Gloriosa e Bendita! Amém.”

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