As dimensões do bem estar humano

 

Há algum tempo a saúde deixou de ser vista como “a ausência de doenças” para ser entendida como equilíbrio entre várias dimensões, sendo um estado de bem-estar no qual a pessoa utiliza suas próprias habilidades, lida com o estresse da vida, trabalha de forma produtiva e contribui para sua comunidade. Estamos falando da Saúde Integral que entende corpo e mente como uma unidade indivisível, estando os fatores emocionais e físicos em sintonia, ou seja, cuidar dos aspectos psicológicos é tão importante quanto cuidar do corpo, com estudos comprovados que desequilíbrios emocionais provocam doenças físicas e vice-versa.
Todos sabem da importância do checkup anual para a saúde e a prevenção de doenças, com atenção a um calendário de exames físicos; também sabemos da necessidade de acompanhamento semestral da saúde bucal. Mas quem faz um checkup emocional preventivo? Quem avalia semestralmente suas relações sociais e familiares? Quem mede seu índice de felicidade? A cultura é que cuidando do físico o resto está bem mas sabemos que não… Assim, estar saudável é ir além de adotar uma dieta balanceada e praticar atividades físicas, observando e cuidando também das emoções e de como lidamos com elas e, ainda, estar atento aos aspectos sociais e a relacionamentos nutritivos que fortalecem a confiança e estimulam a segurança.

Fazer algo que gosta, encontrar amigos, praticar sua religião, se dedicar a uma causa, cuidar do autoconhecimento, da qualidade dos pensamentos e das emoções também é fundamental para manter a saúde eevitar as doenças.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça que a questão da integralidade, não é somente a ausência de enfermidade, mas sim, a plenitude de um bem-estar físico, mental e social. E, nos tempos atuais, manter a saúde integral é um grande desafio que temos a superar diante do ritmo frenético em que vivemos, com a obrigatoriedade de fazer um milhão de coisas ao mesmo tempo e, claro, fazê-las todas bem, com excelência; acelerando relacionamentos, escolhas, decisões; tendo que lidar com o excesso de informações e, por vezes, não saber o que fazer, o que escolher, o que deletar, onde colocar o foco… e ainda nos orgulhamos de sermos tão poderosos por fazer tudo ao mesmo tempo, o mais perfeito e o mais rápido possível. Comemos muito rápido, nos comunicamos muito rápido e à distância, nos expressamos por meio de figurinhas…

Estamos bem? Não dá uma sensação de que estamos sempre cansados? Seguiremos falando sobre saúde integral. Até a próxima.

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