Belém, Igreja de portas abertas!

 

E agora, o que devemos fazer depois da assembleia sinodal?

Dom Alberto, na semana passada, expressou com muita propriedade, no título de sua mensagem, aquilo que devemos fazer após a assembleia-geral do primeiro sínodo arquidiocesano: “Dar o melhor de nós mesmos”. Escreveu ele: “E nós queremos acolher todas estas propostas inspiradas e inspiradoras com grande alegria. … À luz da Evangelii Gaudium do Papa Francisco … Como já presente no título do sínodo – Belém, Igreja de portas abertas –a missionariedade deverá ser a grande mística e a chave da vida da Igreja de Belém. Aqui está o horizonte ao qual deve dirigir-se toda a ação eclesial da Igreja de Belém. … O Pano de fundo de nossa ação pastoral será a Missão. Missionária será nossa Evangelização, como Igreja em Saída. Missionária será nossa Catequese no modelo da Iniciação Cristã, para ir ao encontro, acolher a todos, especialmente os mais distantes. Há de ser missionário o anúncio do querigma. Missionário será o convite à Leitura Orante da Palavra de Deus, uma verdadeira e progressiva conquista pastoral em nossas Paróquias. Missionárias serão nossas Escolas da Fé e nossos desejados Centros de Formação.

Missionária será nossa Liturgia, ponto de chegada da Evangelização e da Catequese, com portas abertas que suscitem participação ativa e consciente de todos e fonte de toda a ação pastoral e evangelizadora. Serão assim nossas Comunidade Eclesiais Missionárias, nossas Comunidades Eclesiais de Base, nossas Áreas Missionárias, nossas Paróquias e a grande diversidade de formas de vida comunitária e de atuação dos Movimentos Eclesiais. Missionário será o envolvimento da força juvenil de nossa Igreja. Serão Missionárias nossas Regiões Episcopais. Será missionário nosso exercício da caridade e da promoção humana, envolvendo a todos os irmãos e irmãs. Missionários serão nossos Meios de Comunicação! Missionário será o envio de irmãos e irmãs a outras regiões, partilhando de nossa pobreza! Sabemos que os desafios são grandes, mas maior é a graça de Deus e a certeza da ação de seu Espírito Santo, que há de conduzir-nos a porto seguro! De nossa parte, estejamos prontos a dar o melhor de nós mesmos, para o crescimento da Igreja e do Reino de Deus”.

O Conselho Arquidiocesano de Pastoral – que será reestruturado com mandato canônico e tempo de duração – tem agora a tarefa imane de colocar por escrito num “Plano Arquidiocesano de Pastoral” toda a riqueza do processo sinodal, desde quando lançado até a realização da assembleia-geral. Seguindo a inspiração do Evangelho de Mateus 28, 16-20, que contém o mandato missionário dado por Jesus a seus discípulos, o novo Plano de Pastoral orientará para a realização das tarefas primordiais da Igreja: Ide… ensinai… batizai… observai o que vos tenho ordenado. Estes múnus específicos da Igreja de Cristo motivam, a partir de agora, toda a ação pastoral da nossa Arquidiocese. Para cada um destes verbos, as assembleias específicas acontecidas no processo sinodal indicaram caminhos concretos que deverão ser trilhados por todos nós para a realização da nossa missão evangelizadora.

Estamos no mês de agosto que é, já há vários anos no Brasil, o “Mês Vocacional”. Neste ano 2022, o tema proposto nos convida a fazer a experiência “Eu vi o Senhor”, isto é, a dar nosso testemunho de discípulos-missionários que não se cansam de levar o anúncio do Evangelho em todos os lugares. Uma forma significativa de vivermos o mês vocacional é participando da “Semana de Família” que acontecerá de 14-21 de agosto, com o tema: “Amor familiar, vocação e caminho de santidade”. Informe-se em sua paróquia a programação da semana e participe ativamente.

 

Rezemos pelas vocações:

Ó Deus de infinita bondade, que sempre nos acompanhais em nossa caminhada sinodal, sede força e proteção para aqueles que realizam seu itinerário de discernimento vocacional. Inspirados no projeto de vida de tantos santos e santas, possamos dar testemunho de fé, afirmando: “Eu vi o Senhor!” Configurai nossos corações a Cristo Bom Pastor, a fim de que nossos propósitos e ações possam sempre indicar que “Cristo Vive! Somos suas testemunhas”. Que o Espírito Santo nos ilumine e que, em nossa missão evangelizadora, saibamos transbordar de afeto, ternura e compaixão. Olhai e acompanhai vossos filhos e filhas, para que, a exemplo de nossa querida Mãe Maria, tenhamos a sensibilidade de nos colocar à disposição da promoção de uma cultura vocacional na lgreja e na sociedade. Isto vos suplicamos, ó Pai, por intermédio de vosso Filho Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. Amém.

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