O desejo por um mundo pacífico, sustentável e igualitário é universal. No entanto, o número de conflitos violentos tem aumentado nos últimos anos. Atualmente, cerca de um quarto da população mundial vive em países afetados por conflitos e violências de várias ordens, não somente em um contexto geográfico-político-social, mas também as situações de conflito e violência em nosso dia-a-dia que afetam, diretamente, à nossa saúde emocional e ao nosso bem-estar.

A Psicologia da Paz objetiva aplicar os conhecimentos e métodos da Psicologia à prevenção dos conflitos e à promoção dos direitos humanos e da paz e nasceu no contexto da Guerra Fria (entre os anos de 1947 e 1991) que marcou a polarização do mundo entre norte-americanos e soviéticos. O que cada um de nós precisa e pode fazer de diferente para a construção da Paz?

Há uma linda canção que diz: “A paz do mundo começa em mim…” E isso nós podemos fazer, podemos escolher começar por nós. É da paz interior que vem a nossa capacidade de nos ligar ao presente e sonharmos, realizarmos nossos planos, pois a paz nos facilita o aprendizado quando nos auxilia a nos conectarmos a nós mesmos e a fugirmos de ações intempestivas, brigas, discussões e competições que não levam a nada. Acredite na paz! Assuma e respeite suas escolhas, mas também compreenda que estamos em evolução e que muitos estão escolhendo diferente de nós, agredindo-se ao invés de investirem no gerenciamento das próprias emoções. A paz interior nos retira da obrigação de tentar mudar a escolha do outro.

Cada um é cada um! Cada um é responsável por suas escolhas e esse é um caminho de amadurecimento, fazendo suas próprias escolhas e aprendendo com elas. Há diferentes estágios de escolhas e podemos escolher o caminho pacífico e ensinar esse caminho. Muitas vezes fomos criados em ambientes ou de forma pouco pacíficas e não podemos mudar o que recebemos quando crianças, mas podemos avaliar o que foi recebido e nos reformular para escolher a paz. Podemos escolher abolir a violência de nosso dia-a-dia, dos pensamentos, das palavras, dos gestos e comportamentos.

Hoje, aqui, nesse momento em que lê essas palavras, como você se vê? Como um construtor da paz, como um pacificador ou somente como mais um que reclama da violência e que transfere a responsabilidade de construir a paz somente para os governos e as instituições? A construção da paz começa a partir de uma atitude pessoal que pode se refletir em diversos campos da vida e hoje todos somos impelidos a decidir pela paz, a acreditar na paz, a promover a paz. Por onde começar? No seu coração, na sua mente, na sua família, no seu trabalho, no ônibus. Escolha. Comece. Seja. Até a próxima!

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