Por Pe. Helio Fronczak

Crescer é diferente de amadurecer. Muitas pessoas crescem em idade, em experiência, em anos de vida — mas nem todas amadurecem de verdade.

 

Crescer acontece naturalmente, sem esforço específico. Amadurecer, ao contrário, exige uma escolha consciente: aprender com os erros, assumir responsabilidades, controlar as reações, saber ouvir, perdoar e pensar no outro.

 

O apóstolo São Paulo nos lembra: “Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Quando me tornei homem, deixei o que era próprio de criança” (1 Cor 13,11). Deixar o que é infantil não é automático — é um trabalho pessoal, diário, intencional, exigente.

 

Uma pessoa madura não age por impulso. Não culpa os outros por suas escolhas. Não foge dos problemas. Vive o que fala e trata o próximo com respeito.

Os frutos das árvores que alimentam e são saborosos são os que amadurecem — não apenas os que crescem. Assim também nós: só quem amadurece por dentro é capaz de construir relações saudáveis, edificar comunidade e deixar um legado positivo. 

 

Quem amadurece na fé cristã, quem procura viver seguindo Jesus Cristo, quem bebe a água pura do Evangelho — como a samaritana no poço de Jacó, que recebeu de Cristo a água que sacia para sempre — torna-se um verdadeiro adorador de Deus: aquele que adora em espírito e verdade, cuja vida inteira se transforma em oferta agradável ao Pai.

A pergunta que fica é: você tem só crescido, ou tem se dedicado a amadurecer? 

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