Diferentes, sim; indiferentes, não.

 

Figuras geométricas diferentes. Homens e mulheres diferentes. Países e cidades diferentes; culturas e costumes diferentes. A imagem mostra que há uma certa interação entre as duas figuras diferentes. E a frase, certamente, aplica-se a nós, humanos, e sugere uma atitude imprescindível para qualquer interação entre nós: saber escutar os outros.
O Papa Francisco, em várias ocasiões, fez uma distinção muito importante entre ouvir e escutar. Ouvir é o ato físico do nosso ouvido, que ouve e entende as palavras pronunciadas pelo outro. Escutar é “ouvir com o coração”, isto é, acolher o próximo que fala. Daí que é muito mais importante saber escutar os outros do que, simplesmente, ouvir os outros.

A figura indica também que é necessário fazer espaço para o outro, o diferente. É exatamente na medida em que fazemos espaço – esvaziando-nos de nós mesmos – para acolher o outro que se constrói um mundo mais humano e fraterno.
Nos últimos tempos, em nossos ambientes eclesiais, temos ouvido em muitas declinações o conceito de sinodalidade. Igreja sinodal; caminho juntos; o povo de Deus em caminho; por uma igreja sinodal: comunhão, participação e missão. Tudo muito bonito na doutrina e na teoria, mas se não houver a atitude de base – saber escutar os outros -, nada muda nos relacionamentos humanos e cristãos. Pergunto-me: estou (estamos) fazendo a minha (nossa) parte para construirmos o Reino de Deus?

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