Por Pe. Helio Fronczack
A frase de Tolstói nos provoca a um exame de consciência muito direto: é mais fácil desejar que o mundo mude do que aceitar o trabalho diário de mudar a si mesmo. Muitas vezes, queremos corrigir a humanidade inteira, mas evitamos o combate interior contra aquilo que em nós ainda fere, divide e endurece o coração.
A Palavra de Deus confirma esse caminho quando São Paulo ensina: “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente” (Rm 12,2). Ou seja: a mudança verdadeira não começa fora, na cobrança dos outros, mas dentro, na conversão do pensamento, das escolhas e dos hábitos.
Para crescer como pessoa e como cristão certamente é necessário esforço contínuo. Virtudes não surgem por acaso; elas se aprendem com perseverança: trocar a impaciência pela paciência, a dureza pela mansidão, o egoísmo pela caridade, o orgulho pela humildade, a palavra agressiva pela palavra respeitosa, a indiferença pela escuta atenta. É um treino diário: cair, levantar e recomeçar. E isto tantas vezes quantas cairmos. Nunca ficar caídos: sempre levantar e recomeçar.
Quando cada um de nós assume essa transformação, o relacionamento com as pessoas melhora de verdade porque mudamos o mundo do jeito mais eficaz e possível: começando por nós mesmos, um dia de cada vez.
Comece hoje mesmo este processo de mudança.
