Aos domingos nas celebrações nós proclamamos que cremos em Jesus Cristo e na sua Palavra. Crer não é só aceitar como verdade, mas assumir na prática o que ele disse.

Os Evangelhos revelam um perene e profundo conflito entre Jesus e os poderosos do seu tempo.

Desde o começo de sua vida pública os fariseus, escribas e doutores da lei perseguiram intensamente a Jesus e sempre quiseram eliminá-lo.
À medida que a liderança de Jesus crescia entre o povo, crescia também o ódio de seus inimigos que não aceitavam mudanças.

Eles não aceitavam o fato de Jesus expulsar demônios (Mt 12, 24), perdoar pecados (Mc 2, 7), curar doentes em dia de sábado (Mc 3, 1-6), fazer interpretações libertadoras da lei (Mc 7, 14-23), ter familiaridade com pecadores e publicanos (Mc 2, 14-27).

O povo simples considerava Jesus um profeta. Os grandes e poderosos o tinham como blasfemador e um falso profeta.

No sermão da montanha, Jesus diz que não veio abolir a lei, mas cumpri-la e aperfeiçoá-la. Ele é o perfeito cumpridor da Lei, e assume sobre si os pecados daqueles que não a cumprem (Hb 9, 15).

Jesus foi perseguido desde o início de sua vida pública. Por fim, os chefes religiosos forçaram Pilatos a condenar Jesus à flagelação e à morte de cruz. O impacto sobre seus discípulos foi enorme. Eles não conseguiam imaginar que isso pudesse acontecer com Jesus, apesar de tudo estar previsto nas Escrituras e Jesus ter falado muitas vezes.

A morte de Jesus é o resultado do estilo de vida, da pregação e das propostas de Jesus para a salvação da humanidade.

Cristo realiza o plano de Deus e diz: “O meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou” (Jo 4, 34). Mas não foi fácil. No Jardim das Oliveiras Jesus experimenta o horror de tão horrível sofrimento, da morte na cruz, e reza por três horas dizendo: “Pai, se é possível afasta de mim este cálice sem que eu o beba; mas não se faça como eu quero, e sim como tu queres” (Mt 26, 39).

Os tormentos e a morte de Jesus na cruz foram os piores, os mais humilhantes, desumanos e vergonhosos que existiam na época.

Cristo pagou muito caro pela sua pregação. O cursilhismo também não deve ter medo de sofrer para cumprir a sua missão de evangelizar.

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