Olá, meu irmão é minha irmã.

Novembro é marcado por três celebrações que, a meu ver, se intercalam: A memória dos Fiéis Defuntos que celebramos no dia dois; o Dia de Todos os Santos, cuja data é dia 1, porém, aqui no Brasil foi transferida para o Domingo seguinte; e a solenidade de Cristo Rei que será neste domingo.

O Rei é Nosso Senhor, o Reino é composto, e dele participam, os santos. Sejam os que estão na Glória Celeste diretamente, sejam os que passaram pela realidade do Purgatório.

O Rei é Santo e todos os que participarem (ou participam), do seu Reino são santos.

A Igreja ensina: “Todos os fiéis cristãos , de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e a perfeição da caridade. Todos são chamados à santidade: ‘deveis ser perfeitos como o vosso Pai Celeste é Perfeito (Mt 5,48)” (CIC,2013).

Então, a santidade é nossa vocação universal, a santidade e a vocação católica por excelência. Quem não quer ser santo, quem não aspira à santidade não pode ser católico. A santidade é a finalidade da nossa existência!

Talvez o nosso grande problema diante da vocação à santidade é que nos contentamos com uma vida medíocre. Vida medíocre é levar uma vida na média.

O Santo é aquele que não se conformou com uma vida medíocre. A vocação à santidade implica em entendermos que somos chamados a viver dentro da normalidade de nossos afazeres, de modo extraordinário.

Ao refletir – confesso – sinto como um solavanco em minha consciência.

Cada um, diante de Deus e de sua consciência pergunte-se: tenho sido um marido (esposa) medíocre? Um pai (mãe), medíocre? Um religioso (religiosa), medíocre? Um padre medíocre?

Isso não quer dizer (ao menos para a maioria), que devemos fazer coisas extraordinárias. Quer dizer, vivermos o ordinário extraordinariamente: Ao preparar uma aula, um almoço, ao costurar uma roupa, ao pintar uma casa, ou até passear com a família; o faça com alegria, dedicação e amor, da melhor forma que puder. Como uma oferta a Deus. Enfim, pense num exemplo adaptado para sua vida.

Deus nos quer santos e nos dará a graça necessária para alcançarmos a santidade. Mas, nós queremos? Estamos dispostos a ir contra – como dia o Papa Francisco – a mundanidade? Estamos dispostos a sermos diferentes ao que a sociedade, muitas vezes, nos propõe? Ou seremos, como diz o povo “Maria vai com as outras”?

Proclamar o reinado de Cristo, em termos bem concretos, significa estarmos dispostos, mesmo e apesar de nossas limitações, a vivermos, já aqui e agora, os princípios do Reino. Pois, o Céu não é para os medíocres (cf.Ap 3,15-16).

Pela Divina Misericórdia, sigamos buscando pensar com a Igreja no serviço da Verdade.

Fique com Nossa Se hora e São José.

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