Para viver a sinodalidade – 2

Na semana passada nos foi proposto o primeiro ponto fundamental para vivermos a sinodalidade assim formulado: “OS COMPANHEIROS DE VIAGEM. Na Igreja e na sociedade, estamos no mesmo caminho, lado a lado”. E as perguntas para a reflexão sobre este ponto eram: – Na nossa Igreja local, quem são aqueles que “caminham juntos”? – Quando dizemos “a nossa Igreja”, quem é que faz parte dela? – Quem nos pede para caminhar juntos? – Quem são os companheiros de viagem, inclusive fora do perímetro eclesial? – Que pessoas ou grupos são, expressa ou efetivamente, deixados à margem?

Para esta semana nos é proposto o segundo ponto fundamental para vivermos a sinodalidade: “OUVIR. A escuta é o primeiro passo, mas requer que a mente e o coração estejam abertos, sem preconceitos”. Esta frase chama a nossa atenção para uma atitude que é condição base para que os relacionamentos humanos sejam verdadeiramente humanos, isto é, relacionamentos entre pessoas conscientes da igual dignidade de todos. Por experiência todos nós sabemos que nem sempre é fácil “saber ouvir o outro”. É muito comum, infelizmente, não prestarmos atenção àquilo que a outra pessoa está nos dizendo e, em geral, enquanto ela está falando, já começamos a preparar mentalmente a resposta que daremos. Assim, mal a pessoa termina de falar, imediatamente respondemos sem mesmo ter assimilado por inteiro o que realmente a pessoa quer nos dizer. De fato, mente e coração abertos, saberemos ouvir sem preconceitos o próximo. O papa Francisco, em diferentes ocasiões tem salientado que escutar é mais que somente o ato de ouvir o outro. A escuta é a capacidade de ternura para com o próximo que cria espaço dentro de si mesmo para coisas novas, diferentes, e até aparentemente contraditórias, para ir juntos percebendo as coisas mais verdadeiras. Saber escutar o próximo é imprescindível para que se possa viver a sinodalidade, pois esta é fruto do respeito por cada pessoa e consciência de que somos todos irmãos e irmãs em Cristo Jesus.

As perguntas a serem respondidas sobre este ponto são: – Com quem está a nossa Igreja particular “em dívida de escuta”? – Como são ouvidos os Leigos, de modo particular os jovens e as mulheres? – Como integramos a contribuição de Consagradas e Consagrados? – Que espaço ocupa a voz das minorias, dos descartados e dos excluídos? – Conseguimos identificar preconceitos e estereótipos que impedem a nossa escuta? – Como ouvimos o contexto social e cultural em que vivemos?

Tais perguntas, em síntese, visam abrir um diálogo entre todos nós para que possamos dar passos na integração e comunhão eclesial a que somos chamados por vocação. Será uma grande contribuição para a preparação do sínodo arquidiocesano se você (pessoalmente ou junto com os membros do grupo do qual você participa em sua comunidade paroquial) responder a estas perguntas e enviar para a secretaria do sínodo neste e-mail: heliofronczak@gmail.com ou neste número WhatsApp (91)98144-1118 . Fico no aguardo. Até a próxima semana.

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