Sonho e gratidão

Foto: Luiz Estumano

Tenho encontrado muitas pessoas sem sonhos, sem projetos de vida, sem objetivos, metas… Pessoas que “só estão existindo”, como me disse um cliente: “acordo, como, estudo, pago contas, vejo internet e vou dormir, é isso…” Mas, e os sonhos, onde ficam? Uma pessoa sem sonhos se torna uma pessoa sem motivos para viver. Sem sonhos a vida fica vazia, sem cor e sem graça. Sem sonhos, tudo parece não fazer sentido.

Você mesmo, agora, que tal parar um pouquinho e pensar. “Quais são os meus sonhos?”. Se não os tem, vamos lá, buscar dentro de nós despertar ou reavivar a nossa capacidade, humana, de sonhar, de focar naquilo que desejamos com todas as nossas forças. Sonhar faz com que a vida valha a pena, faz com que tenhamos motivos para seguir adiante, pois nossos desejos e a vontade para realizá-los são um motor potente que nos faz ir em frente.

A capacidade de sonhar sempre foi o grande segredo daqueles que mudaram o mundo; senão, vejamos: Martin Luther King (sonho de acabar com a discriminação, o preconceito, o racismo); Alberto Santos Dumont (sonho de voar); Santa Tereza de Calcutá (sonho de diminuir o sofrimento de um povo); Ayrton Senna (sonho de ser campeão e ajudar as crianças); Zilda Arns (sonho de reduzir a mortalidade infantil) e muitos, muitos, muitos outros tantos sonhadores que impactaram vidas e ainda hoje inspiram pessoas a, também, sonharem, especialmente em um tempo de tanta descrença e pessimismo, nos deixando a mensagem: é difícil? Sim, por vezes muito! Mas, sim, é possível!

Bem e aqui estamos na milésima edição desse maravilhoso instrumento de comunicação, educação e transformação, que começou com o sonho do padre barnabita Florence Dubois, em 1913, e administrado, desde 2003, pela Fundação Nazaré de Comunicação, representada pelo então arcebispo, Dom Vicente Zico.

Um dia, eu também, leitor, sonhei em participar desse grande projeto e contribuir para o autoconhecimento, o desenvolvimento humano, a saúde mental, a qualidade de vida e tudo o mais que a minha profissão de Psicóloga, somada à minha experiência de vida e de leiga católica, pudesse contribuir. Partilhei esse sonho com um Padre amigo e tudo começou a se fazer realidade, pois como diz a frase: sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só, mas, sonho que se sonha junto, é realidade… Hoje, eu agradeço poder estar aqui, feliz e emocionada, participando desse sonho, já com outros tantos sonhos listados, em andamento… De sonho em sonho, com ética e com muita fé, vamos construindo a cada dia a nossa vida.

Parabéns à Fundação Nazaré de Comunicação e a todos que sonham juntos esse lindo e abençoado projeto de ser o Jornal da Família Católica.

Gratidão! E vamos sonhar muito mais, juntos!

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