Jesus contou uma parábola para ensinar que não basta rezar, ir à igreja, mas é necessário socorrer os necessitados – Lc 10,30-37.

Pelo seu carisma o cursilhista não é de sacristia, mas precisa sair nas ruas, nas praças e nos ambientes onde o povo vive.

O cursilhista procura os machucados, os feridos, os afastados, os doentes, os famintos e lhes presta ajuda.

Todo cursilhista é o sal da terra e a luz do mundo. Nenhum cursilhista pode ficar escondido, pensar só em si, mas preocupar-se dos outros filhos de Deus, especialmente dos mais necessitados.

Na época de Jesus os samaritanos eram desprezados pelos judeus, pois não frequentavam o templo de Jerusalém e porque tinham ideias diferentes e até meio pagãs.

Os judeus consideravam-se melhores do que os samaritanos.

Mas, Jesus mostra que ser melhor ou pior não é questão de situação social, ou religiosa. O melhor é aquele que sabe baixar-se e socorrer o necessitado e o sofredor, seja ele quem for.

O cursilhista precisa evangelizar os ambientes, anunciar Jesus e o Evangelho aos afastados, aos isolados e aos feridos.

Um judeu caiu nas mãos dos assaltantes que o roubaram, bateram nele e o deixaram meio morto à beira do caminho.

Passou por ali um sacerdote judeu e depois um levita. Eles observaram o sangue e as feridas, mas passaram ao largo sem nada fazer.

Um samaritano passou, observou o judeu, compadeceu-se, cura-lhe as feridas, o pôs na sua montaria, leva-o a uma hospedaria, cuidou dele toda a noite, pagou a conta, adiantou dinheiro e prometeu pagar tudo o que gastassem a mais com ele.

Jesus nos ensina dar valor a todos e socorrer os necessitados, os doentes e evangelizar os pobres sejam eles quem forem.

Quem pensa só em si ainda não é cristão.

Toda noite antes de dormir pergunta a ti mesmo: eu fiz alguém mais feliz hoje? A quem?

Jesus diz também a ti: “Vai e faze também tu como aquele samaritano”!

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