Por Pe. Romeu Ferreira
Evangelho de Domingo | 20.09.26
A) Texto: Mt 20,1-16
1“O reino dos céus é como a história do patrão que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha. 2Combinou com os trabalhadores uma moeda de prata por
dia e os mandou para a vinha. 3Às nove horas da manhã…viu outros…desocupados, 4e lhes disse: Ide também vós para a minha vinha! E eu vos pagarei o que for justo. 5E eles foram.
O patrão saiu de novo ao meio-dia e às três horas da tarde e fez a mesma coisa. 6Saindo outra vez pelas cinco horas da tarde, encontrou outros…e lhes disse: Por que estais aí o dia
inteiro desocupados? 7Eles responderam: Porque ninguém nos contratou. O patrão lhes disse: Ide vós também para a minha vinha. 8Quando chegou a tarde, o patrão disse ao
administrador: Chama os trabalhadores e paga-lhes uma diária a todos, começando pelos últimos até os primeiros! 9vieram os que tinham sido contratados às cinco da tarde e cada um recebeu uma moeda de prata. 10…vieram os que foram contratados primeiro e pensavam que iam receber mais. Porém cada um deles também recebeu uma moeda de
prata. 11Ao receberem … começaram a resmungar contra o patrão. 12Estes últimos trabalharam uma hora só, e tu os igualastes a nós, que suportamos o cansaço e o calor o
dia inteiro. 13Então o patrão disse…: Amigo, eu não fui injusto contigo. Não combinamos uma moeda de prata? 14Toma o que é teu e volta para a tua casa! Eu quero dar a este que foi contratado por último o mesmo que dei a ti. 15…Ou estás com inveja, porque estou sendo
bom? 16…últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos.
B) Comentário:
O evangelho trata da JUSTIÇA e de quem trabalha nas coisas de Deus. Quem aceita o convite é como quem está diante de um “contrato de trabalho”. Fazer alguma coisa, por determinado valor monetário; para saldar alguma dívida!
O texto aponta as questões da justiça – “eu vos pagarei o que for JUSTO” (v.4); “amigo, eu não fui injusto contigo” (v.13) – e da questão da vida dos desocupados – “viu… outros desocupados” (v.4); “Por que estais… desocupados?” (v.6).
Deus da chance a todos, em todos os momentos do dia; da vida… Não importa a “hora da decisão” pela conversão; pois a recompensa será completa; mesmo que seja só uma hora, “ELA, valerá por um dia”.
Verifiquemos no relato, que os trabalhadores da primeira hora reclamam não por terem sido pagos por último e sim por “receberem o mesmo valor” (v. 11-12); de receberem igual quantia! A resposta do patrão (Deus) indica a justiça cumprida e a bondade manifesta a quem aceita recuperar a vida, “recuperar o tempo perdido”!
Há pessoas que ostentam caridade e “descuram a justiça”; são injustos: até dão presentes a funcionários; porém “não lhes paga o que lhes cabe por direito”! Ninguém pode “ser bom” se antes “não for justo”! Eis a principal mensagem do texto.
Há pessoas que buscam justificativas em tudo para não trabalhar: “agora é tarde demais”!… Nunca será tarde para quem quer recuperar, o tempo perdido! “Correr atrás do prejuízo”! O esforço na recuperação do tempo, já é um ganho assegurado, garantindo a quitação das dívidas pendentes!




