A promoção de uma cultura de cuidado, escuta, prevenção e enfrentamento a abusos cometidos contra menores e adultos vulneráveis passa pela conscientização sobre o tema e pelo fortalecimento de processos permanentes de proteção nas comunidades, instituições e ambientes eclesiais.
A campanha “Escuta que Protege”, promovida por comunicadores católicos em parceria com o Projeto de Formação Conexão Emaús, pretende mobilizar comunidades e leigos para promover a cultura da escuta como caminho e instrumento para a proteção, ao mesmo tempo que convida a refletir sobre a corresponsabilidade na promoção do acolhimento digno às vítimas, da reparação dos danos, da prevenção e da não repetição de abusos no âmbito da Igreja.

Nathália Simões, jornalista na Rede Nazaré de Comunicação, em Belém (PA), que integra a equipe da campanha reforça que o principal objetivo da iniciativa é promover o engajamento da comunidade na construção de uma cultura permanente de prevenção, acolhimento e cuidado. Segundo ela, também é fundamental conscientizar sobre a criação de “espaços em que as pessoas se sintam seguras para dialogar, serem ouvidas e buscar apoio quando necessário”, esclarece.
Para orientar as comunidades nesse caminho, a campanha indica alguns passos:
- conhecer e aplicar as diretrizes sobre tutela e proteção de menores orientadas pela CNBB;
- promover formações sobre prevenção de abusos e Cultura de Proteção;
- criar espaços físicos e digitais de escuta para que as pessoas possam compartilhar suas experiências com segurança;
- acolher relatos com responsabilidade, encaminhando adequadamente situações de violência ou vulnerabilidade;
- divulgar os canais de escuta e denúncia existentes na Igreja e na sociedade.
Iniciativas da Igreja no Brasil
Recentemente, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) e a Pontifícia Comissão para a Tutela de Menores assinaram um protocolo de intenções que estabelece uma parceria voltada à promoção de ações preventivas e formativas para a proteção de menores e adultos vulneráveis.
Nessa perspectiva, a questão terá foco na Campanha da Fraternidade de 2027 com o tema “Fraternidade e o Cuidado das Crianças” e lema “Quem recebe uma criança em meu nome, a mim recebe” (Mt 18,5).
As recentes diretrizes da CNBB (DGAE 2026-2032) destacam que a proteção é “um dever irrenunciável de toda a comunidade eclesial“. O documento também afirma que a dignidade da pessoa humana exige “uma cultura de cuidado, de vigilância e de responsabilidade, na qual não haja espaço para qualquer forma de abuso, omissão ou silêncio cúmplice“ (n. 169).
Mais informações sobre a campanha podem ser encontradas no
Fonte: Portal A12 / Por Elisangela Cavalheiro




