
A Fundação CARF contribuiu para a formação de cerca de 2 mil padres e seminaristas de 85 países e 1,2 mil dioceses, a maioria deles de áreas de baixa renda, no ano letivo de 2024/2025.
A informação foi divulgada no relatório anual publicado por essa instituição espanhola, chefiada por Fernando Martín Scharfhausen e fundada por iniciativa do beato Álvaro del Portillo, prelado da Opus Dei.
Dos 1.960 bolsistas, 691 estudam teologia na Pontifícia Universidade da Santa Cruz, em Roma, Itália, ou na Universidade de Navarra, Espanha; 686 no Instituto Superior de Ciências da Religião; 246, Direito Canônico; 143, Filosofia; e 123, Comunicação Social Institucional. Há também 71 ouvintes que frequentam várias disciplinas, sem necessidade de exames.
Os padres e seminaristas vêm de 25 países da África e outros tantos da Europa; 13 da Ásia, nove da América do Sul, sete da América Central, três da América do Norte e três da Oceania.
Ao apresentar o documento, Fernando Martín dirigiu-se aos 5,2 mil benfeitores anuais da fundação, que contribuíram com cerca de € 10,5 milhões (R$ 61,77 milhões), enfatizando que a sua generosidade permite “garantir que nenhum jovem com vocação fique sem uma formação integral por falta de recursos”. Ele sublinhou também que “neste mundo turbulento e polarizado, a figura do sacerdote, como ponte de paz, reconciliação e amor, torna-se mais vital do que nunca”.
Do montante total, 80% dos recursos são destinados quase exclusivamente a bolsas de formação por meio de ajuda direta e indireta, que também abrange religiosos e religiosas e professores de religião. Uma pequena parcela apoia a Fundação de Ação Social, que facilita o trabalho pastoral em todo o mundo, fornecendo objetos litúrgicos a igrejas com recursos limitados, apoiando o culto em paróquias carentes, oferecendo assistência médica e de saúde a seminaristas e padres deslocados de seus países de origem e proporcionando cuidados e apoio a padres idosos que não têm companhia.
Ao longo do ano passado, quatro ex-alunos que receberam bolsas de estudo da Fundação CARF foram nomeados bispos, mas só um foi ordenado. Trata-se do arcebispo Simón Bolívar Sánchez Carrión, arcebispo titular de Rosella e Núncio Apostólico em Honduras, o primeiro equatoriano a ser nomeado representante pontifício.
Fonte: ACI Digital / Por Nicolás de Cárdenas



