Rainha Letizia recebe Papa em Madri

O rei e a rainha da Espanha recebem o Papa Leão XIV no Palácio Real de Madri em 6 de junho . | Crédito: Daniel Ibáñez/EWTN News.
O rei e a rainha da Espanha recebem o Papa Leão XIV no Palácio Real de Madri em 6 de junho . | Crédito: Daniel Ibáñez/EWTN News.

O papa Leão XIV desembarcou no sábado, 6, às 10h12 no Aeroporto Adolfo Suárez Madrid-Barajas, onde foi recebido pelo rei e pela rainha da Espanha, Felipe e Letizia.

Ao contrário de suas filhas, as princesas Leonor e Sofia, que vestiram preto formal, a rainha usou um vestido branco, privilégio reservado a certas monarquias europeias em seus encontros com o papa.

Apenas um pequeno grupo de mulheres em todo o mundo desfruta do chamado Privilègedublanc (privilégio do branco), uma antiga distinção papal concedida exclusivamente às casas reais que permaneceram fiéis à Igreja Católica ao longo da história.

Este costume foi estabelecido no início do século XX e simboliza pureza e fidelidade à fé católica. Além da rainha Letizia da Espanha, também desfrutam deste privilégio as rainhas Paola e Mathilde da Bélgica; a Grã-Duquesa Maria Teresa de Luxemburgo, a princesa Charlene de Mônaco e as damas da Casa de Saboia.

A rainha Letizia da Espanha desfruta do privilégio do branco. Crédito: Daniel Ibáñez/EWTN News
A rainha Letizia da Espanha desfruta do privilégio do branco. Crédito: Daniel Ibáñez/EWTN News

Segundo o protocolo da Santa Sé, as mulheres que não gozam desse privilégio devem comparecer às audiências com o papa vestidas de preto, com roupas modestas, sem decote profundo, com mangas compridas e com saias ou vestidos cuja bainha fique abaixo do joelho.

Tradicionalmente, o uso de um véu ou mantilha preta também era exigido como sinal de respeito, embora esse costume esteja em declínio.

O branco não é permitido em funerais, como se viu no funeral do papa Francisco, em 26 de abril de 2025, na Praça de São Pedro, onde a rainha Letizia compareceu vestindo um vestido preto e mantilha, conforme dita o protocolo.

Fonte: ACI Digital / Por Almudena Martínez-Bordiú

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