O português Nuno Crespo é o curador-geral da primeira Trienal de Arte das Universidades Católicas, organizada pelo Vaticano e que conta com 104 artistas e sete universidades católicas.
A primeira Trienal de Arte das Universidades Católicas, organizada pelo Vaticano, com curadoria-geral do português Nuno Crespo, começa esta quinta-feira no Rio de Janeiro, afirmando a arte como espaço de resistência à desumanização na era da inteligência artificial.
Sob o tema “Exercises in Empathy” (“Exercícios de Empatia”), a iniciativa do Dicastério para a Cultura e a Educação da Santa Sé, liderado pelo cardeal português José Tolentino de Mendonça, reúne 104 artistas, 14 curadores e sete universidades católicas, ao longo de 2026 e 2027, em oito cidades de sete países e três continentes.
A Trienal de Arte das Universidades Católicas (ArtCut) pretende aproximar arte, educação e espiritualidade, explorando o papel das práticas artísticas nos grandes debates contemporâneos e a capacidade da arte para estimular a compreensão do outro.
Segundo Nuno Crespo, a trienal procura responder ao desafio de “como podemos permanecer humanos” num tempo marcado pelos algoritmos e pela digitalização.
“O elemento comum” aos 104 artistas “é a utilização das práticas artísticas não como um fim em si próprio, mas como uma ferramenta ou um dispositivo que faz com que possamos ter uma experiência que desperta outras coisas em nós”, afirmou o curador à Lusa.
A trienal, impulsionada pelo cardeal Tolentino de Mendonça e enquadrada pelo apelo do Papa Leão XIV à salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial, passará depois pelo Chile, Colômbia, Estados Unidos, Itália, Portugal e Angola, antes de culminar em Veneza.
Em Lisboa, estará patente na Universidade Católica Portuguesa entre 12 de outubro e 15 de dezembro.
Fonte: O Obeservador / Por Henrique Casinhas / Com Agência Lusa

