
O Papa evocou nesta quarta-feira, 1, no Vaticano, as vítimas da guerra, numa intervenção em que pediu atenção aos “mais vulneráveis”, nesta Semana Santa.
“Ao aproximar-se a Páscoa, rezemos pelos doentes, pelos pobres e pelas vítimas inocentes da guerra, para que Cristo, com a sua Ressurreição, conceda a todos a paz e o consolo”, pediu Leão XIV, na saudação aos peregrinos de língua árabe que deixou durante a audiência pública semanal desta manhã.
Perante milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, nesta Quarta-feira Santa, o pontífice convidou todos a preparar-se para “celebrar a ressurreição do Senhor Jesus com corações purificados e renovados pela graça do Espírito Santo”.
“Que o Mistério Pascal, que contemplamos nestes dias, vos encoraje a fazer das vossas vidas um serviço alegre aos outros, especialmente aos mais vulneráveis”, disse aos participantes.
Irmãos e irmãs, que a Páscoa que nos preparamos para celebrar renove em nós a graça de sermos, como Maria Madalena, como Pedro e João, testemunhas do Ressuscitado”.
Leão XIV dedicou a reflexão da audiência geral ao papel dos fiéis na Igreja, com base na constituição “Lumen Gentium”, do Concílio Vaticano II.
“O vasto campo do apostolado laical não se limita à Igreja, mas estende-se ao mundo. A Igreja, de facto, está presente onde quer que os seus filhos professem e testemunhem o Evangelho: no meio laboral, na sociedade civil e em todas as relações humanas, onde eles, com as suas escolhas, demonstram a beleza da vida cristã, que antecipa aqui e agora a justiça e a paz que serão plenas no Reino de Deus”, indicou.
O Papa desafiou a assembleia a assumir uma postura missionária diária, encarnada na história e focada na difusão da mensagem cristã.
“É o convite para sermos aquela Igreja ‘em saída’ de que nos falou o Papa Francisco: uma Igreja encarnada na história, sempre aberta à missão, na qual todos somos chamados a ser discípulos missionários, apóstolos do Evangelho, testemunhas do Reino de Deus, portadores da alegria de Cristo que encontramos”, declarou.
Leão XIV deixou uma saudação aos peregrinos de língua portuguesa.
“Para continuarmos sempre a ser pedras vivas do edifício espiritual da Igreja, devemos oferecer ao mundo um testemunho coerente com a nossa fé. Não esqueçamos que somos todos discípulos missionários de Cristo”, recomendou.
Fonte: Agência Ecclesia



