
O Papa presidiu esta segunda-feira, 27, à celebração dos 325 anos da Academia Pontifícia Eclesiástica, em Roma, apelando aos futuros diplomatas da Santa Sé para que sejam construtores de justiça num cenário global de tensão.
“Num mundo marcado por tensões, que parece fazer dos conflitos a única maneira de enfrentar as necessidades e as instâncias, a nossa capacidade de nos empenharmos no diálogo, na escuta e na reconciliação pode parecer insuficiente, às vezes até inútil. Isso não nos deve desanimar”, disse, num discurso dirigido à comunidade da instituição que forma os representantes diplomáticos do Vaticano.
Leão XIV reconheceu que a atual conjuntura mundial testa os esforços de reconciliação.
“Continuemos a invocar com confiança o dom da paz de Cristo, sem medo”, apelou aos presentes.
Numa intervenção divulgada pelo Vaticano, o pontífice sublinhou que a missão diplomática não se restringe à defesa dos interesses da Igreja Católica, mas estende-se a “toda a família humana”.
“Isso exige que sejais promotores de todas as formas de justiça que ajudam a reconhecer, reconstruir e proteger a imagem de Deus impressa em cada pessoa”, precisou.
O Papa pediu que a defesa dos direitos fundamentais, em particular o direito à vida e à liberdade religiosa, seja conduzida através da “tutela da dignidade da pessoa”, do “desenvolvimento dos povos e das comunidades” e da “promoção da cooperação internacional”, rejeitando a via da oposição ou da reivindicação.
A visita assinalou o jubileu da Academia Pontifícia Eclesiástica, instituição fundada em 1701 pelo Papa Clemente XI.
Na sua intervenção, Leão XIV valorizou as recentes reformas académicas nas“disciplinas jurídicas, históricas, políticas e económicas”, mas alertou que a preparação exige, acima de tudo, um “exercício constante de conversão”, pedindo aos alunos que cultivem a abordagem fraterna e o diálogo “combinados com a humildade e a mansidão”.
No decurso da cerimônia, o Papa descerrou uma placa comemorativa e assinou o selo do 325.º aniversário.
O momento contou também com as assinaturas do secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, da secretária-geral do Governatorato, irmã RaffaellaPetrini, e do presidente da Academia Pontifícia Eclesiástica, monsenhor Salvatore Pennacchio.
Fonte: Agência Ecclesia



