32º Grito dos Excluídos em Macapá

Em 28 de julho, estiveram reunidos no Centro Diocesano de Pastoral e Cultura Dom José Maritano, às 19 h, para planejar o Grito dos Excluídos 2026, tendo a frente, o Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB) e demais lideranças dos organismos da Diocese de Macapá e da sociedade civil organizada como os sindicatos e associações ligadas as causas sociais.

Este ano o 32º Grito dos Excluídos aborda o lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!” e o objetivo deste ano é incentivar a defesa da Soberania e do Direito à Vida e denunciar as estruturas opressoras e excludentes que vivemos no Brasil e no mundo, as injustiças cometidas pelo sistema capitalista e imperialista movido por guerras que busca o lucro.

O lema proposto dialoga com o tema da Campanha da Fraternidade da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, com a conjuntura política, social e econômica nacional e internacional e com a luta dos movimentos populares. Neste ano, concentra-se nos rostos e situações em que a vida se encontra mais ameaçada e vulnerável: na defesa da terra, da paz, da moradia e da soberania. E traz, de forma contundente, um eco feminino diante da realidade brutal e revoltante que se expressa no aumento do feminicídio: mais de 1.500 mulheres foram assassinadas somente em 2025, no país.

Nesta reunião, foi definido o local de concentração e da Celebração da Santa Missa. A data para o evento será dia 07 de setembro (segunda-feira) e o local escolhido pelos participantes, foi a Igreja Nossa Senhora de Nazaré na Zona Norte da cidade. A missa iniciará às 7:30h e após será oferecido um lanche partilhado para os participantes, pela paróquia acolhedora do Grito e os demais parceiros envolvidos nesta manifestação da cidadania.

Em seguida a caminhada seguirá até a Área Missionária Nova Colina, uma área de ocupação onde aconteceu a abertura da Campanha da Fraternidade. Durante o percurso, será refletido 6 eixos entre os envolvidos no grito, como pastorais da juventude, da criança, do menor, da comunicação, afrodescendentes, familiar, saúde, carcerária, religiosas, diáconos, movimentos de cursilho, shalon, renovação carismática, mães que oram pelos filhos, sindicatos e outras entidades parceiras.

Os seis eixos que serão abordados são:

Terra: Denuncia a expansão predatória do agronegócio, os conflitos no campo, a violência contra povos originários/quilombolas e clama pela reforma agrária.

Paz: Clama pelo fim do extermínio da juventude periférica e repudia o aumento das tensões globais, reivindicando segurança e direitos humanos.

Moradia: Critica a especulação imobiliária e o déficit habitacional, defendendo moradia popular digna e o combate aos despejos violentos.

Mulher: Eixo de alta prioridade, exige o fim do feminicídio e da violência de gênero, cobrando políticas públicas de proteção e valorização da vida feminina.

Redes Sociais / Comunicação: Destaca o uso da comunicação popular, digital e comunitária como ferramentas estratégicas para conscientização, denúncia e organização.

Soberania e Democracia: Foca na defesa dos recursos naturais do país, da soberania popular e do combate às desigualdades, exigindo que a vida e o povo estejam no centro das decisões políticas.

A próxima reunião está agendada para o próximo dia 11 de agosto, às 19h, no Centro de Pastoral, onde será estudado detalhadamente cada eixo para aprofundamento e reflexão para todos os que participarão do Grito dos Excluídos.

Venha você. Entre na roda da cidadania com a gente também!

Fonte: Regional Norte 2 / Por Denner William de Macêdo / Membro do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB)

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